PRESIDENTE DA UDIPSS CASTELO BRANCO TRANQUILIZA

Instituições fizeram o trabalho de casa e estão preparadas

A presidente da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social (UDIPSS) de Castelo Branco diz estar "relativamente tranquila" face à pandemia da Covid-19 e garantiu que no distrito se fez "o trabalho de casa" e que ainda não há registo de nenhum caso de infeção.
No distrito de Castelo Branco, a UDIPSS tem cerca de uma centena de associados, entre lares de idosos e quatro residenciais para deficientes, situadas em Castelo Branco, Covilhã, Fundão e Sertã.
Até ao momento não há casos registados de infeção pela Covid-19 em nenhuma das instituições, facto que deixa a presidente da União Distrital, Maria de Lurdes Pombo, "relativamente tranquila".
"As instituições no distrito [Castelo Branco] fizeram o trabalho de casa dentro das limitações que têm", assegurou.
A dirigente explica que todos os presidentes de câmara do distrito reuniram com os lares e estão alerta para que, em caso de contágio, os seus idosos tenham alternativas de colocação.
"Todos os lares têm também quartos de isolamento que integram os planos de contingência. No mínimo, têm que ter um quarto para isolar o utente à primeira suspeita que surja e até fazer o teste de despiste", frisou.
Maria de Lurdes Pombo realça a postura assumida pelos presidentes de câmara do distrito de Castelo Branco, todos eles com soluções no terreno para acudir, em caso de necessidade, aos seus idosos.
"Penso que vai correr tudo bem. Penso que no distrito estamos preparados", sublinha.
Contudo, a presidente da UDIPSS Castelo Branco lamenta a falta de material de proteção individual nas instituições: "Da parte da saúde, nunca nos mandaram equipamento de proteção. Temos alguns, mas é insuficiente. As farmácias esgotaram e não temos equipamento suficiente".
Maria de Lurdes Pombo refere ainda um outro problema com que atualmente as instituições do distrito se deparam: a falta de pessoal de enfermagem. Isto porque algumas instituições de saúde tiveram que recrutar enfermeiros que estavam nas IPSS e que acabaram por ir embora.
Em Portugal, segundo o balanço feito esta segunda-feira (dia 30 de março) pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 140 mortes, mais 21 do que na véspera (+17,6%), e 6.408 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 446 em relação a domingo (+7,5%).

 

Data de introdução: 2020-03-30



















editorial

O Sector Social e Solidário em contexto de pandemia

Analisando tudo o que aconteceu e o que foi feito, a experiência destes 8 meses de pandemia leva-nos a reiterar a necessidade de definição e implementação de medidas proativas, estando disponíveis, tanto a CNIS como a Confecoop e as...

Não há inqueritos válidos.

opinião

JOSÉ A. DA SILVA PENEDA

A indisfarçável ausência de planeamento na gestão da pandemia
O medo instalou-se. É indisfarçável. Os números das últimas semanas anunciam o pior e as entidades oficiais confirmam. Teme-se a rotura nos hospitais. Entretanto, perante...

opinião

JOSÉ LEIRIÃO

Os dias passam e a incerteza permanece acerca do futuro na saúde e na economia e no emprego
A informação e as diferentes medidas tomadas pelos vários países na União Europeia são diferentes e, em muitos casos, contraditórias. Isto demonstra a falta...