PADRE JOSÉ MAIA

Tempo Novo

Após um tempo demasiadamente longo de campanhas eleitorais (primeiro para as eleições para o Parlamento e depois para Presidente da República), torna-se urgente investir na pacificação da sociedade portuguesa, nos termos de uma expressão feliz, a saber, “sarar as feridas”, que vários atores políticos, mas muito especialmente, o prof. Marcelo, presidente eleito, utilizaram nos seus discursos de encerramento das campanhas.

Nos tempos que vivemos, já há muito que a classe política, que vai a votos, devia saber que não lhe assiste o direito de utilizar linguagens e comportamentos que atentem contra a unidade de um Povo, pensando que vale tudo para ganhar votos!

Sabemos todos que a “diversidade” de opiniões é uma riqueza e, por isso, dizemos não à “unicidade de pensamento”. Porém, UNIDADE é coisa bem diferente.

Em política, como na vida, não vale tudo!

Prova disso, foram os resultados das eleições presidenciais, incluindo, antes de mais, a vitória folgada à primeira volta do professor Marcelo, passando ainda pelo alto índice de abstenções. Temos de, honestamente, admitir que “na classe política há muitos políticos sem classe”! Acontecerá o mesmo noutras classes, bem o sabemos! Porém, quem quer ir a votos tem de aprender a lidar com o povo que vai representar!

Curiosamente, ou não, das eleições legislativas resultou uma solução governativa que ninguém esperava. Numa primeira fase, “estranhou-se”; porém, passado muito pouco tempo, “entranhou-se” ! Mais: esta solução governativa foi anunciada como um “tempo novo”. É claro que o segredo da normalidade com que a opinião pública acolheu esta solução governativa chama-se “reversão” das medidas de austeridade, transformando-as em luzes ao fundo do túnel.

Atrevo-me a iluminar esta grande expetativa de um tempo novo com um texto bíblico de Eclesiastes, 3: “para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo do céu: tempo para nascer e tempo para morrer; tempo para matar e tempo para sarar; tempo para demolir e tempo para construir; tempo para calar e tempo para falar; tempo para a guerra e tempo para a paz”.

Tem mais… mas deixo a leitura à curiosidade de quem se interessar pelo tema!

Os primeiros sinais do presidente eleito auguram um TEMPO NOVO A SÉRIO!

Muita gente não gosta da linguagem dos afetos. Porém, um abraço e uma flor às vezes fazem milagres. Conheço um livro, que recomendo, chamado “abraçoterapia”, onde está relatada a pedagogia do abraço como caminho para a recuperação de quem se sente marginalizado!

Creio que vai sendo evidente que “cada vez mais se valoriza cada vez menos” o recurso às “narrativa=mitos urbanos” ( conversa fiada), substituindo-as por “testemunhos de vida”, expressões genuínas de proximidade, muito mais geradores de credibilidade!

Pe. José Maia 

 

Data de introdução: 2016-02-07



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Estado e Sociedade - complementaridade e cooperação
As relações entre o Estado e as diferentes Organizações da sociedade civil têm sido alvo de muitos debates, mas permanecem em muitas mentes algumas...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Creche gratuita: o compromisso cumpre-se com vagas
A gratuitidade das creches é um compromisso político forte com as famílias e, para muitas delas, uma esperança concreta. Mas só é real quando se traduz numa vaga...