CHEFE DE ESTADO ELEITO COM O MAIOR NÚMERO DE VOTOS

António José Seguro é o Presidente da República que se segue

António José Seguro foi eleito Presidente da República, no dia 8 de fevereiro, com cerca de 3,48 milhões. André Ventura, o outro candidato, obteve mais de 1,7 milhões de votos. O Presidente da República eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67%. António José Seguro tornou-se no sexto Presidente da República eleito da história da democracia com o maior número de votos alcançado por um candidato presidencial.
No dia seguinte às eleições presidenciais o ainda chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, reuniu, durante mais de três horas, no Palácio de Belém, com o Presidente da República eleito, António José Seguro, para discutir assuntos de política nacional e internacional.
Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, "na reunião foram abordados assuntos de política nacional e internacional, que vão requerer a atenção prioritária do novo Presidente, bem como outros assuntos relativos à transição dos mandatos".
António José Seguro vai tomar posse no dia 9 de março perante a Assembleia da República, como estabelece a Constituição, como o sexto Presidente da República eleito em democracia, depois de António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Aníbal Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
Seguro afirmou, no discurso de vitória, que será um "Presidente exigente", mas jamais será "um contrapoder" ou oposição. No Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, Seguro, questionado sobre a duração da legislatura, garantiu:" não será por mim que ela será interrompida". "Prometi a lealdade e cooperação institucional com o Governo. Cumprirei a minha palavra. Jamais serei um contrapoder, mas serei um Presidente exigente com as soluções e com os resultados", enfatizou.
Seguro prometeu também que "não falará por tudo e por nada", mas que, quando o fizer, "será para defender o interesse público, garantir a independência nacional e assegurar as condições do exercício da soberania" do país, porque "a palavra do Presidente terá peso e consequência".

CNIS SAÚDA SEGURO E DESPEDE-SE DE MARCELO

O Presidente da CNIS fez questão de endereçar mensagens ao chefe de Estado eleito e ao cessante. O padre Lino Maia não esquece nem o percurso nem as origens de António José Seguro e confia nos seus valores humanistas assentes solidamente em fundações democráticas: “E dessas ideias avulta, como grande princípio de enquadramento, a defesa da Constituição de Abril; com variações sobre o mesmo tema, recolhendo do contributo constitucional o fôlego para algumas ideias fortes e justas, que andam por vezes esquecidas: o direito à saúde para todos, a ambição da igualdade remuneratória entre homens e mulheres, o estímulo à fixação dos jovens para se poderem manter em Portugal, com remunerações justas e habitação acessível para as novas famílias, a promoção da coesão territorial – com a defesa do interior do País, despovoado, pobre, despojado de serviços essenciais e principal vítima das catástrofes naturais, como as inundações e os incêndios –, a proteção dos mais novos e dos mais velhos.
São ideias fortes que também integram o elenco das prioridades das Instituições Particulares de Solidariedade Social e da sua Confederação, que saúda o Presidente da República eleito, a quem deseja um mandato que atinja os propósitos que constam do programa eleitoral, para bem de Portugal.
As IPSS e a CNIS manifestam a sua disponibilidade para colaborar nos objetivos referidos, sempre no pressuposto de que a sua ação deve privilegiar os mais desfavorecidos.
Na mensagem para Marcelo Rebelo de Sousa o Presidente da CNIS não esquece a consideração e o reconhecimento que sempre manifestou ao Sector Social Solidário:
“As Instituições, e a sua Confederação, puderam contar sempre com a sua cumplicidade nas ocasiões – e são muitas - em que a cooperação com o Estado não era tratada por este com a devida lealdade.
Nesta ocasião, em que cessa as altas funções de Primeiro Magistrado de Portugal, a CNIS – Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade – agradece ao Professor Marcelo Rebelo de Sousa o seu apoio de sempre às causas da Solidariedade e a compreensão que também sempre manifestou pelos seus valores e pelas suas lutas.”

 

Data de introdução: 2026-02-11



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...