POBREZA

Portugal vai gastar mais de 700 mil euros para colocar o tema na agenda

Portugal vai gastar em 2010 mais de 700 mil euros para colocar o tema da pobreza na ordem do dia e mobilizar a sociedade civil para o seu combate. Em entrevista à agência Lusa, a dois dias do arranque do Ano Europeu da Luta Contra a Pobreza e Exclusão Social, o responsável pelo grupo de trabalho em Portugal, Edmundo Martinho, explicou, em traços gerais, os objectivos da iniciativa europeia. "Não se pretende que no final de 2010 não haja pobreza em Portugal, mas que tenha havido impactos muito fortes e que todos nós compreendamos que não há ninguém dispensado deste esforço de combate à pobreza e à exclusão", resume.

Os 700 mil euros afectos a este programa serão co-financiados pela União Europeia e por verbas nacionais. No entanto, sublinhou Edmundo Martinho, a maior parte das iniciativas irá caber a entidades públicas e privadas, ou seja, parte dos gastos não está ainda contabilizada.

"Não há propriamente um orçamento", explicou o responsável, que acredita que a "pujança do ano europeu vai ser a mobilização das entidades: desde empresas a grupos económicos, clubes desportivos e recreativos a organizações não-governamentais".

Para além de parcerias para acções de divulgação e mobilização no combate à pobreza e exclusão social, vão existir também "medidas concretas com impacto directo na vida das pessoas". Serão iniciativas públicas, nomeadamente medidas de política social.

De acordo com o também presidente do Instituto da Segurança Social, vão ser também realizados estudos sobre pobreza infantil e analisada a relação das baixas qualificações dos trabalhadores com os baixos salários e riscos acrescidos de exposição à pobreza.

O responsável considera que os indicadores relativos ao risco de pobreza em Portugal têm melhorado nos últimos anos, mas continuam a ser preocupantes. "Temos números que não podem deixar de nos inquietar e mobilizar para fazer tudo o que está ao nosso alcance. E o que queremos com este ano é dar esse contributo", explicou.

De entre os grupos mais afectados, a prioridade vai para o combate à pobreza infantil. "Não podemos continuar a aceitar que o país permita que crianças cresçam e se desenvolvam sem acesso aos mais elementares bens relativos ao seu crescimento, desenvolvimento e qualificação - não apenas escolar mas enquanto cidadãos", defendeu.

Sobre o combate à pobreza entre os mais velhos, Edmundo Martinho considera que o complemento solidário para idosos tem o "tremendo potencial de colocar todos" os "pensionistas acima do limiar da pobreza".

 

Data de introdução: 2009-12-30



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...