SANTO TIRSO

Casa do Sol vai acolher 12 crianças em perigo

Foi com honras ministeriais que ontem se inaugurou a Casa do Sol, em Vila das Aves, Santo Tirso.
No número 152 da Rua dos Correios - precisamente, o antigo edifício dos CTT da freguesia -, no novo centro de acolhimento temporário da ASAS (Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso), vão passar a viver 12 menores em risco dos 12 aos 18 anos. Todos à espera de uma luz nova nas suas vidas.

"Não é um lar para onde vão as crianças", esclarecia o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, salientando que temporário é uma palavra muito importante" e que o tempo de permanência legal numa instituição varia apenas entre seis meses e um ano. Um período que, na realidade, é impossível de cumprir sempre, atestou, ao JN, Gilda Torrão, secretária-geral da ASAS. No caso do abrigo para crianças dos seis aos 12 anos de idade, aponta, "as permanências chegam a nove anos, que é o tempo de existência da casa". Porque há poucos pais que queiram as crianças mais velhas e porque os processos de adopção são morosos, refere. A Casa do Sol, terceiro centro de acolhimento da ASAS, permitirá minimizar os problemas de lotação que entretanto se geram. E criar 18 postos de trabalho, lembrou José Pinto, presidente da instituição que abrange também o concelho da Trofa. A ocupação do antigo edifício dos Correios das Aves, inaugurado em 1966, foi possível graças a um contrato do comodato estabelecido com a Junta por 25 anos. A remodelação custou 300 mil euros e contou, ainda, com o apoio da Segurança Social e da Câmara. "O caminho certo é construir este triângulo dourado entre associações de solidariedade, poder local e administração central", afirmou Vieira da Silva.

 

Data de introdução: 2009-07-20



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...