ASSOCIAÇÃO RARÍSSIMAS

Doenças raras sem apoio suficiente

A falta de informação e de apoio nas terapias e nos medicamentos é o que mais afecta quem sofre ou lida com doenças raras e contra o qual a associação Raríssimas pretende lutar através de uma campanha de sensibilização.

Rosário Saramago tem sentido esse peso na pele durante os últimos dez anos, a partir do momento em que nasceu a neta Jessica Rita, uma criança autista a quem foi diagnosticada no primeiro ano de vida uma doença rara que lhe afecta a visão. "Ela sofre de uma displasia cética óptica que lhe afectou os nervos ópticos e lhe provocou a cegueira à nascença e mais tarde foi descoberto o autismo", explicou à Lusa Rosário Saramago.

A vida de toda a família foi alterada a partir desse momento. Rosário deixou de trabalhar, a filha, mãe de Jessica, deixou de estudar e foi procurar melhores condições de vida para a filha nos Estados Unidos.

Como a doença que afecta a neta é muito rara, Rosário não encontrou, até agora, mais ninguém em Portugal que sofresse dos mesmos sintomas nem tão pouco informação detalhada que a ajudasse a entender melhor os comportamentos e as reacções da neta.

"Há muita falta de informação dada a variabilidade (das doenças raras), apesar de existirem perto de 7.200 doenças raras diferentes e de estimarmos que em Portugal existam perto de 800 mil portadores", disse à Lusa a presidente da associação Raríssimas.

Para além da falta de informação, Paula Costa admite que a falta de apoio na comparticipação dos medicamentos ou no acesso a terapias são as principais queixas de quem lida diariamente com alguma destas doenças.

Da necessidade de divulgar a problemática das doenças raras, tanto junto da população como da comunidade médica, surgiu a nova campanha da Raríssimas nas ruas dentro dos próximos dois dias.

04.04.2007 Fonte: Jornal de Notícias

 

Data de introdução: 2007-04-05



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...