SINDICATOS DA CGTP RECEBIDOS NA CNIS EM DIA DE PROTESTO

Na situação atual "não há grande margem" para mais aumentos salariais

Em dia de greve dos trabalhadores das IPSS e de manifestação junto à sede da CNIS, os representantes das diferentes estruturas sindicais da CGTP (CESP/FEPCES, FENPROF, SEP, SIFAP, FESAHT, SFP, STSSSS e STSS) foram recebidos pela equipa negocial da CNIS.
A razão do protesto prende-se com as negociações do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT), que tiveram, no dia 23 de março, mais uma sessão na sede da CNIS.
Na reunião com os dirigentes da CNIS, que aconteceu volvidas duas horas de um ruidoso protesto na Ribeira do Porto, as estruturas sindicais entregaram um manifesto, aprovado pelos manifestantes momentos antes, e reafirmaram as suas reivindicações, em especial, relativamente aos salários.
Alfredo Cardoso, da Direção da CNIS, lembrou que na questão salarial dos trabalhadores das IPSS “há um problema muito sério”.
"Até ao dia de hoje, 26 de março, o Governo ainda não assinou o Compromisso de Cooperação com as associações do sector social não lucrativo", afirmou, lembrando que o que está em cima da mesa do lado do governo “é um aumento de apenas 4,7%” e ainda esta semana, na última reunião negocial, o governo defendeu que “são os 4,7% ou uma Portaria”.
De qualquer das formas, Alfredo Cardoso avisou que, face à situação do sector, “não há grande margem para aumentos salariais”.
Quanto à acusação de que a CNIS chegou a acordo com a UGT, quebrando assim as negociações, Alfredo Cardoso lembrou que “o processo negocial foi iniciado com a CGTP”, mas como as negociações são separadas com as três estruturas sindicais, “a CNIS foi apurando com todos o contrato e foi avisando que teria de haver um fim”.
“Com a UGT acordou as propostas e por consequência chegou-se a um acordo”, sustentou, sublinhando: “Não houve rutura nas negociações porque continuámos a negociar com a CGTP e com a Função Pública”.

 

Data de introdução: 2026-03-27



















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