CONSELHO GERAL

Pandemia dominou reunião de Fátima

Quase quatro meses volvidos sobre a declaração de pandemia e do estado de emergência e do último Conselho Geral, a CNIS voltou a reunir este órgão consultivo da Direção. Na reunião, que aconteceu em Fátima, no dia 6 de julho, inevitavelmente as questões relacionadas com a Covid-19 tomaram a esmagadora maioria do tempo da discussão, com os conselheiros a referirem algumas das suas preocupações e o presidente da CNIS a fornecer algumas informações.
A reunião começou com o anúncio de que a CNIS ainda detém 500 mil euros, da verba que o Governo lhe atribuiu para compra de Equipamento de Proteção Individual (EPI), tendo o membro da Direção Macário Correia solicitado às Uniões Distritais e Federações que façam chegar aos serviços as necessidades em termos de EPI para que se efetue a compra e distribuição pelas IPSS necessitadas.
Para além dos mais diversos EPI necessários, destaque para o facto de no mercado não existirem luvas, o que está já a levantar bastantes constrangimentos a diversas instituições nos mais diversos pontos do território nacional.
Juntos presencialmente desde há quatro meses, os conselheiros, na avaliação da situação Covid-19 nas IPSS, deixaram elogios ao trabalho da CNIS, mas também algumas críticas por algumas situações.
Em resposta, o padre Lino Maia lembrou que “houve alguns constrangimentos na distribuição dos EPI, mas todos fizeram o melhor que puderam”, numa situação completamente nova para todos.
A boa-nova é que “está em negociação com o Governo um novo acordo para distribuição de EPI para todas as respostas sociais”, deixando, no entanto, uma ressalva: “É provável que aconteça, mas ainda não é certo!”.
Dizendo que “a CNIS é incapaz de regular o mercado dos EPI”, o padre Lino Maia aconselhou as instituições a “abastecerem-se desses equipamentos para prevenirem o futuro”.
Outra questão levantada prende-se com o lay-off. Sobre esta matéria, o presidente da CNIS foi claro: “O que está mais ou menos garantido, e fui eu que o assumi, é que a partir da reabertura das valências, garantido o pagamento da frequência a números de fevereiro e até setembro, não é compreensível que nessas valências, entretanto reabertas, que haja trabalhadores em situação de lay-off. Podem ter poucas crianças, mas recebem a números de frequência em fevereiro”.
Por outro lado, e tem havido muita pressão por parte das IPSS para que os Centros de Dia reabram, o padre Lino Maia considerou este assunto “o mais doloroso”, explicando: “Não tenho coragem para insistir muito na reabertura dos Centros de Dia, porque esta é uma valência de risco, porque os utentes são de risco. Como disse que era criminoso tratar os utentes com Covid-19 nas instituições, podemos ser criminosos se deixarmos que os Centros de Dia sejam focos de infeção. No entanto, enquanto não for possível a reabertura, a comparticipação será como do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), a valores de fevereiro. Às instituições peço que tratem os utentes como se fossem utentes de lar”.
Relativamente a outros assuntos, o presidente da CNIS pediu às instituições que marquem presença na Assembleia Geral do próximo dia 18, mas “que se façam representar por apenas uma pessoa”.
Já sobre a Cooperação, este ano teve duas fases de atualização, em março de 3,5%, com retroativos a janeiro, e outra agora recentemente, com a majoração de 2% para valências residenciais e SAD, o que perfaz um total de 5,5%.
Neste sentido, “cai a negociação da Adenda”, mas “já se está a pensar na negociação do próximo protocolo, a ser assinado em 2021.

 

Data de introdução: 2020-07-09



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

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