Investigadores do Instituto Superior Técnico (IST) estão a desenvolver um projecto para tornar mais agradável a paisagem sonora dos ambientes urbanos, procurando formas de introduzir sons aprazíveis que "mascarem" outros mais desagradáveis. "Há uma nova tendência na forma como se encaram as sonoridades urbanas, tentando perceber o que se ouve na cidade como parte de uma paisagem sonora", disse o líder do projecto, Bento Coelho, acrescentando que "o ruído não tem só aspectos negativos".
O projecto de qualidade sonora urbana, que inclui o desenvolvimento de mapas de ruído pouco convencionais, vai ser apresentado no 12º Congresso Internacional sobre Ruído e Vibração, que decorre entre os próximos dias 11 e 14 de Julho no IST.
Ao contrário da maior parte dos mapas de ruído disponíveis, que oferecem apenas uma descrição espacial dos níveis de ruído assente em informações quantitativos, o projecto dos investigadores do IST não se baseia apenas em dados computacionais. "Quisemos integrar a percepção das pessoas nos processos de medição para escolher os sons mais e menos agradáveis, relacionando o ruído que se ouve com a qualidade que poderia ter", explicou o mesmo responsável.
Segundo Bento Coelho, o ruído não passa de um conjunto de vários sons ao qual se atribui uma valoração negativa. "Ao medirmos o ruído conseguimos identificar vários sons, como os automóveis ou os passarinhos. Depois tentamos desacoplar os sons para tentar “mascarar” os mais desagradáveis", explicou o investigador.
Embora poucos países estejam a desenvolver este tipo de projectos, em França já foram feitas experiências de "mascaramento" com sons de água. "Estamos a estudar os sons para podermos perceber onde vale a pena intervir, trabalhando a sonoridade não só do ponto de vista técnico, mas também artístico", afirmou Bento Coelho. Aliás, salientou, um dos especialistas convidados para o congresso do IST é precisamente um músico.
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