Seminário sobre Infância, Violência e Deficiência

A FENACERCI, Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social realizou um Seminário subornidado ao tema “Infância, Deficiência e Violência”. 

O objectivo central foi o de proceder à divulgação da brochura produzida no domínio da prevenção primária da violência doméstica pela parceria do projecto “Violência, Infância e Deficiência”, a saber, Melissa Filippini & Evert-Jan Hoogerwerf da AIAS Bologna de Itália (promotores); Susana Lúcio da FENACERCI e Ana Rodrigues da Faculdade Motricidade Humana de Portugal; Georgia Fyca da Disability Now da Grécia e a Cristina Diaz e Ana Royo Salas da DFA de Espanha.

Este projecto foi desenvolvido entre o final de 2003 e 2004 no âmbito do Programa Comunitário DAPHNE e visou a prevenção da violência nas famílias com crianças com deficiência ou multideficiência (dos 0 aos 16 anos), dando especial importância aos casos em que as crianças são as vítimas. A estratégia preventiva da violência doméstica adoptada passou pela sensibilização de todos os potenciais destinatários (famílias e organizações da comunidade) para a existência de muitos factores de stress inerentes ao nascimento de uma criança com deficiência que, conjugados com a existência de outros fenómenos sociais comuns, como o isolamento social, a baixa auto-estima, o sentimento de culpa e a inexistência de uma rede social de apoio, podem determinar a existência de formas de violência física e/ou psicológica, no seio da família. 
A prevenção destas formas de violência passa portanto pela tomada de consciência destes factores, bem como pela promoção de níveis adequados de suporte e fomento de processos de empowerment.

Através deste evento a FENACERCI pretendeu sensibilizar as organizações locais que representam as famílias e as pessoas com deficiência, cooperativas de solidariedade social e outras ONG’S da área da reabilitação para o papel que podem desempenhar ao nível da definição, compreensão e prevenção primária da violência doméstica junto das famílias com crianças e jovens com deficiência.

Foi também objectivo da organização alertar para a importância da qualidade de atendimento no sentido da salvaguarda dos direitos fundamentais de cidadania e de um desenvolvimento harmonioso das crianças e jovens com deficiência, bem como lançar pistas de trabalho que conduzam a uma reflexão/formação sobre esta problemática.

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Data de introdução: 2005-07-04



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

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