CENTROS DE SAÚDE

Consultas atrasadas

Os utentes dos centros de saúde esperam, em média, cerca de hora e meia além da hora marcada para serem consultados pelo médico, revela um estudo sobre a avaliação dos cuidados nestas instituições.

Segundo o estudo "A palavra aos utentes dos centros de saúde", que foi apresentado em Lisboa, os utentes esperam, em média, 84,2 minutos além da hora marcada para a consulta. Este estudo resultou de um "levantamento exaustivo da avaliação que os utilizadores dos centros de saúde fazem dos cuidados prestados" nessas unidades de saúde e foi promovido no final de 2004 pelo Instituto da Qualidade em Saúde (IQS), com o apoio financeiro do programa Saúde XXI. Um dos objectivos desta avaliação foi a criação de "uma lista dos principais problemas identificados pelos utilizadores" e "estabelecer prioridades de intervenção a nível local, regional e nacional".

No que diz respeito ao tempo de espera da consulta, 33 por cento dos inquiridos (um em cada três) considerou que "não teve de esperar muito tempo", 31,8 por cento disse compreender as razões do atraso e 29,4 por cento disse que não lhe foi dada qualquer explicação, apesar de considerar que teria gostado de a conhecer. Em média, os utentes estiveram 122,5 minutos no centro de saúde.

Outra conclusão do estudo indica que um terço dos inquiridos tem consulta no mesmo dia em que a procura no centro de saúde. Em média, os utentes esperam 27,3 dias entre o dia da marcação e o da consulta, porque só nessa altura é que conseguem o atendimento. Por razão de conveniência do utilizador, o utente espera, em média, 20 dias.

Quando a data é combinada entre médico e utente, o utente espera em média 36,6 dias. Para este estudo foram inquiridos 11.166 utentes de 357 centros de saúde e foram avaliados indicadores em cinco áreas: a relação e a comunicação entre o médico e o utilizador, os cuidados médicos prestados, a informação e o apoio fornecidos, a continuidade de cuidados e a cooperação entre cuidados primários e hospitalares e a organização dos serviços do centro de saúde.

Os resultados do estudo indicam que a maioria dos utilizadores dos centros de saúde (68 por cento) estão satisfeitos com a prestação do seu médico de família, em especial com a relação e a comunicação que conseguem manter.

Mais de metade dos utentes (60 por cento) também se manifestou satisfeita com a informação e apoio que recebem e com a qualidade dos cuidados médicos prestados (59 por cento). Os utilizadores dos centros de saúde estão, contudo, descontentes com a organização dos serviços do centro de saúde, com apenas 43 por cento a mostrarem-se satisfeitos com o seu funcionamento.

 

Data de introdução: 2005-05-24



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...