EDUCAÇÃO

Portugueses têm baixas habilitações

Dois em cada três portugueses que vivem nas cidades têm um baixo nível de habilitações literárias, o que faz de Portugal o país da União Europeia (EU) com as mais baixas qualificações, segundo um inquérito do Eurostat.

Segundo um estudo sobre as forças de trabalho na UE, que classifica o nível de qualificação da população em função das zonas onde habitam - densamente populosas, intermédia e fracamente povoadas -, Portugal regista os mais elevados níveis de baixa instrução nos três graus de urbanização.

As regiões portuguesas com menos população são as mais preocupantes da União, onde se observou, em 2003, uma percentagem de 85 por cento de pessoas com baixas habilitações, bastante mais do que a média de 46,6 por cento da UE.

Segundo as definições do estudo, o nível inferior de qualificação cobre os níveis de ensino obrigatório, o médio engloba o ensino pós-obrigatório à excepção do superior e este último o universitário.

Nas chamadas zonas intermédias, cerca de 82 por cento tinha educação "inferior" e 70 por cento estava na mesma situação nas zonas densamente povoadas, ou seja, nas cidades. Estas percentagens são em muito superiores aos valores dos restantes países da UE, incluindo os novos dez, numa tabela liderada pelo Reino Unido, onde os baixos níveis de instrução não ultrapassam os 20 por cento.

Grécia e Espanha são os dois únicos países da UE que se aproximam da reduzida qualificação dos portugueses, não ultrapassando os cerca de 82 por cento de população. Na mesma lógica estão as zonas portuguesas com menos habitantes, que contam com menores percentagens de pessoas com cursos superiores, não ultrapassando os cinco por cento.

Na maioria dos Estados-membros, segundo o estudo do gabinete de estatísticas europeias, as zonas pouco habitadas têm uma percentagem mais elevada de pessoas com um nível de educação inferior, mesmo entre os jovens, sendo as mulheres as mais "atingidas". Esta tendência é contrariada por Portugal, Espanha, Estónia, Irlanda, Letónia e Suécia, onde a percentagem de homens com menos instrução e educação média é superior à das mulheres nas zonas menos habitadas. As mulheres dominam igualmente os cursos superiores.

Segundo os graus de urbanização indicado no estudo, uma zona densamente populosa tem pelo menos 50 mil habitantes, a intermédia menos de 50 mil habitantes e 100 habitantes por quilómetro quadrado e as fracamente povoadas são as chamas "unidades locais".

 

Data de introdução: 2005-04-22



















editorial

O COMPROMISSO DE COOPERAÇÃO: SAÚDE

De acordo com o previsto no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário, o Ministério da Saúde “garante que os profissionais de saúde dos agrupamentos de centros de saúde asseguram a...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Imigração e desenvolvimento
As migrações não são um fenómeno novo na história global, assim como na do nosso país, desde os seus primórdios. Nem sequer se trata de uma realidade...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Portugal está sem Estratégia para a Integração da Comunidade Cigana
No mês de junho Portugal foi visitado por uma delegação da Comissão Europeia contra o Racismo e a Intolerância do Conselho da Europa, que se debruçou, sobre a...