OPINIÃO

Juntos, nos caminhos da Esperança

O mês de Maio deste ano ficará assinalado pela visita do Papa Bento XVI a Portugal.
Muito se irá escrever e dizer sobre esta viagem apostólica. Não faltará quem se ocupe em aproveitar a presença de Bento XVI em Portugal para, a propósito e a despropósito, lhe fazer todas as perguntas que julguem poder embaraçá-lo, designadamente sobre os casos de pedofilia praticada por membros da Igreja, sobre o uso dos preservativos, sobre a posição da Igreja em relação ao aborto e ao casamento entre pessoas do mesmo sexo!

Nós, por cá, nesta coluna do SOLIDARIEDADE, entendemos que o lema escolhido para esta visita apostólica “juntos, nos caminhos da Esperança” deverá constituir o mote para outras questões bem diferentes das anteriormente apontadas, embora menos picantes, e por isso, pouco relevantes para o conjunto da comunicação social, com honrosas excepções!
Falar de Esperança, dar razões para a Esperança, mobilizar para esta Causa os portugueses e o Mundo (pois convém não esquecer que o Papa é um Líder Religioso mundial, escutado por milhões e milhões de crentes e não crentes) irá ser, certamente, o eixo das várias intervenções públicas que Bento XVI irá produzir, tanto em Lisboa como em Fátima e no Porto.

De salientar o momento alto que constituirá o encontro do Papa, na Basílica da Santíssima Trindade com os milhares de pessoas, de instituições de solidariedade e sócio-caritativas que no país mantêm acesa a chama da Esperança confirmada por sinais e práticas concretas de apoio social a quem, cada vez mais, se vai sentindo marginalizado e excluído do acesso a bens e serviços de elementar justiça social e cidadania!
Será de prever que desta visita fiquem discursos com um pensamento social e doutrinal a condenar a “ganância e especulação”, a apontar caminhos novos a quem tem a missão de governar os Povos, para que o faça no respeito e salvaguarda pelo Bem Comum, afirmando a urgência em gritar ao Mundo que a Dignidade Humana está a ser escandalosa e dolorosamente manchada!

Esperamos todos que desta visita nos fiquem novas coordenadas doutrinais para uma Ética da Proximidade e da Responsabilidade de Todos por cada um, reforçando o que já sabemos: que o OUTRO é a nossa alma gémea, a nossa outra metade e, por isso, será impossível que alguém se sinta feliz vendo ao seu lado gente que sofre, que passa fome, que faz a experiência da solidão, apesar de rodeada por muita gente!
Fátima vai voltar a sentir-se como o Altar do Mundo onde o sucessor de Pedro afirmará
“urbi et orbi! que há razões para a ESPERANÇA, que a Esperança precisa de apóstolos que acendam em cada mente e em cada coração a luz da Esperança no seu coração e no coração daqueles com que diariamente convivemos!

Pe. José Maia

 

Data de introdução: 2010-05-05



















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