OPINIÃO

Não à discriminação!

No rescaldo das eleições legislativas, entre outros muitos “ecos”, ficou-nos a garantia de alguns políticos de que, se lhes confiassem o voto, davam a sua palavra de honra (oh honra!) de que o Estado, por eles governado, iria tomar todas as precauções para evitar a todo o custo que “forças/entidades clandestinas e antipatrióticas”, tais como as Entidades/Instituições privadas, particulares, cooperativas, ousem prestar serviços por exemplo, no domínio da saúde, da educação, de acção social!

Não, garantem eles: esta patifaria tem de acabar! Se forem Governo ou simplesmente como deputados da Nação, deram a sua palavra de honra de que fariam possível e impossível para restituir ao Sector Público tudo que foi açambarcado por grupos de cidadãos, organizações, empresas privadas, à revelia das “forças partidárias progressistas” que detêm o exclusivo de servir o bom povo, libertando-o das garras de quem foi ungido pelo voto popular para fazer da Nação, através do Estado, aquilo que bem entenderem, na base das suas cartilhas partidárias (de esquerda, centro, direita, este e oeste!!!)
Da antiga senhora ficou-nos a frase-marketing: “o que nacional é que é bom”!

Agora virou moda afirmar que só “Público” merece ser financiado pelo Estado, mesmo que para isso seja necessário fechar escolas, infantários, unidades de saúde, etc!

As IPSS podem orgulhar-se de ter remado contra a maré do eudeusamento do “Público” quando, ao receberem uma proposta de colaboração na expansão da educação pré-escolar. Com efeito, na primeira versão do articulado da proposta, falava-se numa REDE PÚBLICA DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR.

Os seus representantes bateram o pé e recordaram que para contarem com a sua adesão deveriam falar de um REDE NACIONAL DE EDUCAÇÃO PRÉ-ESCOLAR, constituída pelo Sub-Sistema Público, o Sub-Sistema Privado e Cooperativo e o Sub-Sistema Solidário (o das IPSS). E assim ficou!

Porém, a vaga das “nacionalizações” de instituições, empresas, e até famílias (através de algumas medidas fracturantes na forja) e da opção por tudo o que é “Público” nos financiamentos do Estado, anda por aí! Olho neles!

Pe. José Maia

 

Data de introdução: 2009-10-20



















editorial

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Não há inqueritos válidos.

opinião

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