JANEIRO DE 2019

As nossas diferenças potenciam a coesão e a união

Permitam-me que a minha primeira palavra seja para saudar a Profª Doutora Manuela Mendonça, presidente cessante da assembleia Geral da CNIS.
Uma palavra de reconhecimento para os que terminam o seu mandato nos Orgãos Sociais desta nossa Confederação, pela sua presença activa, militante e empenhada.

Não podem ser dispensados de continuarem activamente ligados a esta grande família, envolvidos e comprometidos com esta equipa de trabalho.

Uma referência especial também ao mandatário Dr. João Dias, pelo dinamismo sereno, pela militância discreta e activa, pela construção de pontes, de caminhos de coesão e de comunhão.

Permita-me Sr. Ministro que agradeça a presença de V. Exºa, bem como da Srª Secretária de Estado, entre nós, nesta tomada de posse dos novos Orgãos Sociais da CNIS, para o mandato 2019-2022.

Interpretámo-la como um reconhecimento do papel insubstituível que as Instituições Particulares de Solidariedade Social têm como pilar estruturante do modelo português de Estado Social.

Interpretamos também a presença de V. Exª como a afirmação da confiança do Estado nas IPSS e um testemunho da necessidade do desenvolvimento de um são relacionamento, respeitador da autonomia e da identidade que, assente na confiança recíproca, permita construir uma sociedade em que a dignidade da pessoa humana seja o valor primeiro.

Não partilho da ideia que uma posse significa sempre um novo começo.
Esta posse significa a continuidade e aprofundamento de um trabalho que visa reforçar e afirmar a CNIS como principal entidade representativa do sector social solidário.

Somos associações, somos fundações, somos cooperativas, somos misericórdias, somos institutos de organização religiosa, somos centros sociais paroquiais.

Somos diferentes, mas a soma das nossas diferenças potencia o diálogo amplo e descomplexado de ideias e é o valor estruturante da coesão social e da união.

Somos instrumentos ao serviço das pessoas, das famílias e das comunidades, de onde emanamos, e estamos ao serviço do desenvolvimento integral da pessoa humana cuja dignidade original é, como já disse, valor de que não abdicamos.

Na fidelidade a esta nossa matriz de identidade, planeamos e organizamos todo um conjunto de meios, designadamente humanos e técnicos para responder com eficácia às diferentes problemáticas sociais.

Somos instituições presentes em todo o território nacional numa rede de capilaridade que promove o desenvolvimento e a coesão territorial, que responde a todas as etapas da vida, do nascimento à morte, numa acção transversal a toda a socieadade, preferencialmente centrada nas faixas da população mais vulnerável e carenciada, nos mais excluídos, nos que vivem o desespero diário da desilusão, nos idosos que vivem em solidão e sofrimento, nas crianças abandonadas e negligenciadas, nos que procuram refugiar-se de fundamentalismos e cruzam águas que são cemitérios de milhares de vidas humanas.

Esta posse significa intensificar e fortalecer o edifício confederacional reforçando as instituições, restaurando a confiança e relevando as suas estruturas intermédias.

Este é o desafio para transformarmos fraquezas, divergências, em forças potenciadoras de trabalho, de rigor, de coesão, de solidariedade e, sobretudo de esperança, de forma que o Bem possa ser, como nos diz o Papa Francisco, a epidemia contagiante de uma cultura de encontro, para congregar , em vez de dividir, para fazer cair muros que levantamos tantas vezes desnecessariamente, para fomentar a cultura do diálogo, da cooperação, da corresponsabilidade, em suma, para incrementar dinamismos de comunhão.

Por isso aqui estamos!

TOMADA DE POSSE DOS ORGÃOS SOCIAIS DA CNIS, FÁTIMA, 12 JANEIRO DE 2019

 

Data de introdução: 2019-01-16



















editorial

ESTADO E PROTECÇÃO SOCIAL

(...) Estas organizações estão protegidas pelo número 5 do artigo 63º da Constituição da República Portuguesa, que reconhece a  sua existência, enquadrando, então, as Instituições Particulares...

Não há inqueritos válidos.

opinião

JOSÉ A. DA SILVA PENEDA

Mais proximidade e mais horizontalidade nas políticas sociais
Seguramente que em Portugal as realidades sociais são distintas, por exemplo, entre as regiões do interior, mais rurais, de outras, como os grandes centros urbanos e as suas periferias.

opinião

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA

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A História pesa sempre na construção da identidade de um país. Em alguns casos, ela é mesmo invocada como factor decisivo na definição da consciência...