SEMINÁRIO

Alentejo prepara-se para abordar os fundos europeus

Com o Portugal 2020 em marcha, com vários programas já com candidaturas abertas, a CNIS prossegue com as reuniões regionais de esclarecimento, tendo a última, após a de Faro, decorrido em Évora, com a colaboração da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo (CCDRA), sob o lema «As IPSS e os Fundos Europeus».
O objetivo era explicar às IPSS os diversos programas incluídos no Alentejo 2020 a que aquelas podem apresentar candidaturas com vista a melhorarem as respostas que dão às respetivas comunidades.
Perante uma plateia lotada de dirigentes e técnicos de instituições sociais de todo o Alentejo – eram mais de 300 pessoas –, dirigentes da CCDRA, do Centro Distrital da Segurança Social (CDSS) de Évora, do IEFP Alentejo e, obviamente, da CNIS explicaram, em traços gerais, as possibilidades que as IPSS têm neste novo Quadro Comunitário de Apoio, mais concretamente, no que ao Alentejo 2020 diz respeito.
João Dias, presidente-adjunto da CNIS, dirigiu-se aos presentes com palavras de incentivo, com o propósito de os instigar a prosseguirem o “bom trabalho” feito, especialmente nos tempos difíceis que o País tem atravessado.
“Atenuar os efeitos da crise foi possível pela generosidade das instituições e pelos representantes do Estado terem compreendido que tal só era possível construindo respostas em parceria”, começou por dizer, acrescentando: “Dentro do rumo traçado em comum, chegámos, não ao ideal, mas o mais longe possível”.
Importante para o representante da CNIS foi que, “neste tempo, criámos a ideia do nós e deixámos a ideia de uns e dos outros”, sublinhando: “O desafio é o desenvolvimento local e nacional, mas fundamentalmente o desenvolvimento das pessoas, sabendo que não vamos ter todos os recursos necessários, pelo que temos que ser empreendedores, ou seja, ousar fazer sem depender”.
Neste sentido, João Dias reforçou uma mensagem que a CNIS vem passando há muito: “Os resultados vão ser fundamentais e, por isso, vamos ter que trabalhar, não para a sobrevivência das IPSS, mas para o desenvolvimento das pessoas”.
Por seu turno, Sónia Ramos, diretora do CDSS de Évora, começou por revelar que está em marcha a celebração de um conjunto de Acordos de Cooperação com diversas IPSS do distrito, entre revisões em alta e alguns novos protocolos, tal como a renovação dos mesmos com as 23 instituições que no distrito asseguram as 1.205 refeições/dia através da resposta de Cantina Social.
A responsável distrital da Segurança Social congratulou-se ainda pelo investimento de 1,8 milhões de euros nas duas RLIS (Rede Local de Intervenção Social) e nos quatro CLDS (Contrato Local de Desenvolvimento Social), que Sónia Ramos considera de “importância vital no distrito por ter como prioridade debelar a pobreza infantil”.
Já Nuno Alas, em representação da Delegação do IEFP Alentejo, começou por relevar “a importância da Economia Social na criação de emprego”, que representa 5,5% do emprego em Portugal, referindo que o trabalho do IEFP com as instituições da Economia Social passa essencialmente pela formação e pelo apoio ao emprego, em especial, sob a modalidade de estágios.
A terminar, Nuno Alas reafirmou a disponibilidade do IEFP “para ajudar na capacitação dos recursos humanos das instituições sociais”.
Pela CCDR Alentejo, António Costa da Silva, ainda na sessão de abertura, destacou o facto de o Alentejo ter sido “a única região que definiu a Economia Social como elemento temático” no seu Programa Operacional Regional, ou seja, “a única a apostar no Terceiro Setor”.
“A Economia Social faz um excelente trabalho e está genericamente bem equipada, pelo que devemos aproveitar os fundos europeus, para criar uma imagem qualificada da região”, sustentou, lançando um primeiro desafio aos presentes: “Devemos reforçar o trabalho em rede, seja a nível local, seja a nível regional, apostando em formações conjuntas, pois é fundamental qualificar os quadros e colaboradores das instituições e valorizar os dirigentes”.
Relativamente ao Alentejo 2020, ainda de forma genérica, Costa da Silva referiu haver “uma aposta na investigação para melhor se perceber a realidade e saber que tipo de respostas devem ser dadas”, destacando a importância no fomento do empreendedorismo social e da inovação social.

 

Data de introdução: 2015-07-28



















editorial

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As quatro organizações representativas do Sector  (União das Mutualidades, União das Misericórdias, Confecoop e CNIS) coordenaram-se entre si. Viram, ouviram e respeitaram. 

Não há inqueritos válidos.

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