Em defesa da Casa do Gaiato

Sinto-me indignado com a imagem negativa que alguns bem pensantes têm tentado colar à obra de Rua, fundada pelo Padre Américo.

Convivi, há bastantes anos, com o dia a dia de uma Casa do Gaiato.

Tenho grande admiração pelo trabalho desenvolvido pelos Senhores Padre Horácio e Padre João à frente da Casa do Gaiato de Miranda do Corvo, a casa Mãe, ao longo de décadas.

Arrepia-me o politicamente correcto incapaz de compreender a filosofia educacional da Casa do Gaiato.

Revolta-me ver tantas críticas ao modelo da Casa do Gaiato.

Ao Estado (todos nós) compete acabar com a pobreza e com as situações geradoras de “crianças da rua”. Não nos cabe destruir uma instituição que tem feito e educado homens, sem dependência dos dinheiros públicos, graças ao apoio dos cidadãos anónimos e do trabalho desenvolvido nas próprias Casas do Gaiato.

Nem tudo será perfeito no dia a dia da Casa do Gaiato (como também acontece nas nossas vidas e nas nossas famílias) mas ninguém queira fazer esquecer o que de bom e positivo lá acontece.

Considero uma vergonha que a Segurança Social tenha deixado publicar na comunicação social factos negativos para a Casa do Gaiato, sem mostrar consideração pelo excelente trabalho desenvolvido ao longo de muitos anos.

Aos bem pensantes que denunciaram a “violência” existente nas Casas do Gaiato exige-se que deixem de estar bem sentados e venham para a “rua” fazer melhor.

A todos os rapazes da Casa do Gaiato, aos seus responsáveis e em particular ao Padre João, Director da obra em Miranda do Corvo, quero publicamente mostrar a minha gratidão pelo trabalho que têm desenvolvido.

* Médico. Presidente da Direcção da Associação para o Desenvolvimento e Formação Profissional de Miranda do Corvo (ADFP)

Na Foto: Padre Américo

Site da Casa do Gaiato

 

Data de introdução: 2005-01-20




















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...