FESTA DA SOLIDARIEDADE

Património, gastronomia e ar limpo são ex-libris da Guarda

É já este sábado que a Festa da Solidariedade chega à cidade mais alta de Portugal. A Guarda acolhe, assim, a sétima edição do evento anualmente promovido pela CNIS e que tem como principal propósito celebrar a solidariedade num ambiente de festa, alegria e divertimento.
A Guarda, capital de distrito, tem uma população residente de cerca de 174 mil habitantes e situa-se no último contraforte Nordeste da Serra da Estrela, a 1056 metros de altitude, na região Centro de Portugal e pertence à sub-região da Beira Interior Norte.
A Guarda é conhecida pela cidade dos cinco «F» cuja origem tem várias explicações. A versão mais conhecida e consensual é a que significam Forte, Farta, Fria, Fiel e Formosa.
Não começa por «F», mas a cidade sabe receber e acolhe bem os que a visitam, tal como fará com todos os que até ela se deslocarem para participar na Festa da Solidariedade, no próximo dia 29.
A Guarda fica sobranceira ao Vale do Mondego, insere-se no último contraforte Norte da Serra da Estrela, e é a cidade mais alta de Portugal, com altitude máxima de 1.056 metros.
Com o melhor ar que se respira em Portugal, a cidade da Guarda espera receber muitos agentes e utentes da solidariedade que se pratica em Portugal.

ONDE FICAR

E pela região não faltam pontos de interesse para visitar, seja paisagens naturais, monumentos, ou centro histórico, mas também a variada e rica gastronomia ou a variedade de produtos artesanais.
Assim, para quem quiser pernoitar no concelho a oferta é grande e variada, como hotéis, pensões, Alojamento Local ou em turismo rural.
Assim, na cidade pode pernoitar no Hotel Pombeira, Hotel Lusitânia Parque ou Hotel Vanguarda e, em Alojamento Local, na Pensão Aliança, Residência Filipe, Residencial Beira Serra, Pensão Moreira, Residencial Pinto, Residencial Santos, Residencial Ferrinho.
Em turismo de habitação, tem o Solar de Alarcão, enquanto em Turismo Espaço Rural pode escolher entre a Quinta do Pinheiro (Cavadoude), a Quinta da Ponte (Faia), a Quinta do Moinho (Aldeia Viçosa), a Casa da Glória (Trinta), a Casa do Cipreste (Fernão Joanes) ou a Quinta do Tendeiro (Chãos – Maçainhas), entre outros locais.

ONDE COMER

Forte e Farta como a cidade é assim que se caracteriza a gastronomia do concelho da Guarda. A somar à história da cidade com mais de oito séculos, ao belíssimo património cultural e natural, o concelho oferece uma variada e rica gastronomia na tradição beirã.
A maioria dos pratos tradicionais são confecionados com produtos agrícolas criados nos férteis vales que circundam a cidade.
O caldo de grão, a sopa de castanha, as trutas, o bacalhau à Conde da Guarda, o bacalhau assado à lagareiro, bem regado com azeite novo; as morcelas, os torresmos, o bucho com grelos e cabrito assado em forno de lenha. As cerejas, maçãs, e pêssegos, ainda hoje produzidas nos vales e de sabor inigualável.
Para rematar a refeição deliciosas sobremesas: arroz- doce, leite- creme, paparote, filhoses, requeijão com doce de abóbora e, claro, queijo da serra.
Fica a sugestão de alguns restaurantes onde poderá provar os pratos típicos da Guarda: Adega do Pinhel (especialidades: Grelhados de carne e Feijoada), Adega Regional (Feijoada e Carne de vitela estufada), Restaurante Alegria (Arroz de polvo e Cabrito assado), Restaurante Alfacinha (Filetes de pescada com molho de camarão e Lombo assado no forno com puré de maçã e ameixas), Restaurante Aliança (Ensopado tamboril e Costeletas de javali com castanhas), Restaurante Aquarius (Grelhada mista de peixe com gambas e Medalhões de veado com redução de vinho tinto), Restaurante Beirão (Bacalhau à beirã e Vitela estufada com enchidos), Restaurante Cantinho da Avó (Bacalhau à transmontana e cataplana), Restaurante Charro (Arroz de pato e Bacalhau assado na brasa com batata a murro), Restaurante Cidália (Ensopado de veado e Cabrito assado na brasa), entre muitos, muitos outros.

O QUE VISITAR

Dentre o vasto património cultural – a cidade tem mais de 800 anos de história, mas a ocupação humana daqueles territórios sobreiros à Serra da Estrela é milenar –, destaque, na cidade, para a Igreja da Misericórdia, templo de características arquitetónicas Barrocas e fachada Joanina, que no seu interior tem uma nave única, altares em talha dourada, púlpito e cobertura de madeira.
Onde está esta Igreja, esteve outrora a segunda Sé da Guarda, mandada erguer por D. Sancho II e derrubada por D. Fernando por se localizar fora do perímetro muralhado da cidade. Só no reinado de D. João I foi edificada a actual Sé Catedral, onde decorrerá a Festa da Luz.
A Torre dos Ferreiros, uma das antigas portas de entrada na cidade, que se julga ser do séc. XIII, é um dos baluartes mais significativos da cidade. No seu interior: três portas, uma delas de guilhotina, que quando encerrada, a tornava inexpugnável.
Já na Rua dos Ferreiros, a única loja de artesanato certificada na Guarda. No seu interior há uma antiga oficina de execução de trabalhos em folha de Flandres e latoaria.
Na Praça Luís Camões ou Praça Velha, a Sé Catedral da Guarda, construída entre os séculos XIV e XVI, com os seus estilos Românico, Manuelino e Renascentista, todos incorporados harmoniosamente. No seu interior, está o retábulo de João de Ruão, fiel representante da vida Cristã, e a Capela dos Pinas, imbuída de elementos Renascentistas por excelência, de que são exemplo os motivos florais e animais.
Mas na cidade pode ainda visitar a Igreja de S. Vicente, de traça Barroca datado do século XVIII, a antiga Judiaria, com as suas características Medievais, como a calçada, as portas pequenas e ogivais e um casario térreo.
Pode ainda visitar a Torre de Menagem do antigo Castelo da Guarda e todo o seu centro histórico.
Em torno da cidade destaque para o Castro de Jarmelo e para a Anta de Pêro de Maçã, marcos de que o Homem há muito habita na região, mas também para o Museu de Tecelagem de Meios, uma antiga fábrica de tecelagem, localizada numa freguesia rural da Guarda, que possui um espólio ligado à tecelagem constituído por teares manuais para elaboração de mantas de farrapos e cobertores de papa.
Depois, todo um vasto património natural, em que a qualidade excelente do ar está no topo, não sendo necessário grandes deslocações para dele se poder usufruir.

 

Data de introdução: 2013-06-26



















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