ASSEMBLEIA GERAL

Orçamento e Programa de Acção para 2012 aprovados

A última Assembleia Geral Ordinária do mandato dos actuais Corpos Sociais da CNIS saldou-se pela total aprovação dos documentos apresentados pela Direcção ao plenário, com a maioria dos representantes das instituições a votarem favoravelmente.
A apresentação dos Orçamento e Programa de Acção para 2012 decorreu de forma tranquila e esclarecedora, com alguns representantes de instituições a levantarem algumas questões, relativamente a números orçamentados e aos caminhos apontados para seguir no próximo ano.
O presidente da CNIS salvaguardou desde início que a futura Direcção será totalmente livre de não seguir as directrizes apontadas, pois há um acto eleitoral no início do novo ano, mas a apresentação dos dois documentos era necessária.

Após a leitura do parecer do Conselho Fiscal, que recomendou à Assembleia o voto favorável, dos 119 votantes presentes na sala, 77 pronunciaram-se a favor dos Orçamento e Programa de Acção para 2012, 19 abstiveram-se, enquanto 23 votaram contra.
Já o Ponto 4 da Ordem de Trabalhos levantou alguma celeuma, levando o presidente da Mesa da Assembleia a ter que se impor para restabelecer a ordem na reunião. Aliás, Mário Dias não se cansou de relembrar aos presentes que não ia admitir comportamentos, como lhe narraram, os registados na última Reunião Magna.

O ponto em questão, «Apreciação e deliberação sobre as condições de elegibilidade dos membros dos Órgãos Sociais (art.º 18º, nº 2 dos Estatutos da CNIS)», levou alguns representantes de IPSS a contestarem tal votação, reclamando uma AG Extraordinária para o efeito, boletins de voto com os nomes de tais membros inscritos e voto secreto.
A Direcção esclareceu que antes da convocação do Congresso Eleitoral não há nomes em questão e que a proposta para resolução do impedimento de os dirigentes da CNIS não poderem exercer mais do que dois mandatos, segue a história e tradição da organização.
“Este é o modo como a CNIS tem trabalhado”, explicou Henrique Rodrigues, assessor jurídico da Direcção, levando Mário Dias a considerar estarem a ser cumpridos os requisitos necessários a levara a questão a votação.

Gerou-se algum burburinho, mas a votação prosseguiu, tendo-se registado 74 votos a favor, 10 abstenções e 16 votos contra, sendo que 19 dos votantes abandonaram a sala.
Dois representantes de instituições que votaram contra apresentaram declaração de voto, argumentando com os items apresentados durante a discussão.
A Assembleia Geral começara com a leitura da acta da reunião anterior e sua aprovação por maioria – 69 votos a favor, 25 abstenções e zero contra (94 votantes) –, levando o padre Lino Maia a prestar um esclarecimento sobre uma questão levantada na AG anterior por Florival Cardoso, da Sonho de Setúbal, e que se prendia com as procurações do último Congresso Eleitoral.

Depois de explicar que as únicas procurações que não se encontram na sede da CNIS são as de Lisboa, o padre Lino Maia anunciou que o inquérito promovido pela Direcção “está em fase terminal”, revelando: “Há criminosos e há crimes!... E as consequências têm que ser assumidas”.
Apesar da relativa distância temporal, a Assembleia Geral terminou com o seu presidente a desejar um bom Natal a todos.

P.V.O.

 

Data de introdução: 2011-11-15



















editorial

Autonomia das IPSS

Um provedor para zelar pela autonomia de todas as IPSS só seria admissível se fosse escolhido pelo conjunto de todas as IPSS, de todas as suas origens, de todas as afinidades e de todas as Entidades Representativas. 

Não há inqueritos válidos.

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