QUARTIER LATIN

Vender artigos e ajudar quem precisa

Isadora Fevereiro teve sempre em mente a criação de uma parceria solidária com o seu projecto. É a proprietária da Quartier Latin, onde se pode comprar e vender artigos de marca e de luxo, em segunda mão.
"As pessoas vão juntando coisas nos armários e quando fazem uma limpeza, vêm que já não usam muito do que têm", diz Isadora, que faz a selecção do que vai vender na Quartier Latin. "Aceitámos artigos em bom estado e que ainda estejam na moda", adianta a responsável. Qualquer pessoa que venda artigos na Quartier Latin pode, se quiser, doar a sua percentagem (total ou parcial) ao Movimento Ser Positivo - Associação de Solidariedade Social.
Isabel Fernandes Silva é uma das responsáveis do Movimento Ser Positivo, lançado em Junho de 2010, que ainda está à espera que lhe seja atribuído o estatuto de IPSS (Instituição Particular de Solidariedade Social), mas que já está a ajudar mais de uma dezena de famílias.
"Damos conta sobretudo da chamada pobreza envergonhada. São famílias que tentaram aguentar a crise até verem os filhos passar fome. São famílias que já viviam num limite orçamental e que, muitas vezes, basta um dos elementos ficar sem emprego, para caírem numa situação desesperante", conta Isabel Fernandes Silva.
Mas a ideia deste Movimento não é simplesmente dar dinheiro. O objectivo é, sim, apoiar com bens essenciais, numa primeira fase, e dar condições para que a família consiga sobreviver por si mesma. É feita uma análise presencial da taxa de esforço familiar, e a ajuda traz vales que apenas podem ser usados em bens essenciais, mas também ensina a cortar nos gastos.
"A primeira dica é pegar num bloco e uma caneta e apontar onde se gasta o dinheiro diariamente, para se verificar onde se pode cortar, nos telemóveis, poupar na luz e água". "Também tentámos, dentro da nossa rede de contactos, arranjar empregos", adianta Isabel. A ajuda não é permanente e dura apenas seis meses, salvo casos de doença. "A ideia é fazer com que as pessoas estabilizem as suas contas, ordenem a economia familiar e possam seguir sozinhas".

in JN

 

Data de introdução: 2011-01-27



















editorial

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Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

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