INE

Números da SIDA decrescem

O Instituto Nacional de Estatística revelou que o número de casos de SIDA diagnosticados diminuiu entre 2000 e 2006, mas a Liga Portuguesa contra a doença diz que recebe cada vez mais pedidos de apoio.
De acordo com os dados do INE, em 2000 foram diagnosticados 1.022 novos casos de SIDA enquanto em 2006 o número de novos casos foi de 577, um decréscimo de 56,5 por cento.

"Os números valem o que valem", comentou à Lusa a presidente da Liga Portuguesa Contra a SIDA, Maria Eugénia Saraiva, afirmando que, a contrastar com o decréscimo de 56,5 por cento referido pelo INE, a instituição que dirige tem vindo a receber um número cada vez maior de pedidos de informação e de apoio.
"O que conta para a Liga são as pessoas e a verdade é que o número de famílias que apoiamos subiu de 350, em 2006, para 400, em 2007, assim como têm vindo a aumentar as chamadas para a Linha SOS SIDA [800 20 10 40]", assinalou a responsável.

Para Maria Eugénia Saraiva, "se a informação do INE corresponder à realidade, é sinal que o trabalho de prevenção feito pela Liga e por outras organizações não governamentais está a dar frutos".
Porém, a Liga Portuguesa Contra a SIDA orienta-se pelos dados do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, segundo o qual "existem 35 mil pessoas infectadas com o HIV em Portugal", afirmou a responsável, acrescentando que "a existência de abundantes casos não notificados" pode fazer aumentar aquele número para o dobro.

"Infelizmente, continuamos a ter uma posição cimeira na Europa no que respeita ao número de infectados", lamentou Maria Eugénia Saraiva, que alertou ainda para a necessidade de "contabilizar também os afectados", ou seja, todos aqueles que lidam de perto com os seropositivos e com os doentes.

 

Data de introdução: 2009-12-04



















editorial

Voltar a casa

Sucede que a falta de motivação das IPSS para colocarem a sua rede de ERPI ao serviço do escoamento das situações de internamento hospitalar inapropriado, nas condições atualmente em vigor, se afigura amplamente justificada (...)

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

O risco de retrocesso nos apoios à vida independente
O Orçamento de Estado para 2026 foi justamente elogiado por se abster dos clássicos “cavaleiros orçamentais”, designação pela qual são conhecidas as...

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Que espero do novo Presidente da República?
Está próxima a eleição do novo Alto Magistrado da Nação. Temos mais duas semanas para que os candidatos, de forma serena, com objetividade e no âmbito dos...