POBREZA

Lisboa adere à Rede Social

A Câmara de Lisboa assumiu a luta contra a pobreza e a exclusão social como uma prioridade ao aderir ao programa "Rede Social", criado em 1997 e implementado já em 275 concelhos do país.

A instituição da Rede Social na cidade foi possível graças a um protocolo assinado entre a autarquia, a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) e o Centro Distrital de Segurança Social de Lisboa.

A criação da rede foi aplaudida pelos presidentes da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, e do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, e pelo provedor da SCML, Rui Cunha.

"Este protocolo é desejado há muitos anos e resulta de um processo que foi intensificado nos últimos dois anos", afirmou Carmona Rodrigues, adiantando que o objectivo do programa é "garantir uma melhor eficácia de resposta social e criar novas formas de combates à exclusão social".
Para o vereador com o pelouro da Acção Social, Sérgio Lipari Pinto, hoje "é uma data histórica no combate à pobreza e exclusão social através de uma cultura de parceria".

"Era isto que faltava à cidade", afirmou o autarca, explicando que a Rede Social assenta numa metodologia de planeamento cujo instrumento é um diagnóstico social da cidade e o planeamento social integrado.

A assinatura do protocolo é o início de uma "longa caminhada" que visa alargar a rede a um maior número de instituições particulares de solidariedade social e públicas, adiantou o vereador. "O que nós pretendemos é não continuar a trabalhar de costas voltadas" e que "todas as instituições se sentem à mesma mesa, tenham um retrato do concelho e saibam perceber onde é que há deficits de resposta, como corrigir e como avançar em prol dos mais desfavorecidos e dos grupos mais vulneráveis da cidade", acrescentou.

Também presente na cerimónia, o presidente do Instituto de Segurança Social, Edmundo Martinho, considerou que a criação da rede em Lisboa foi "um parto difícil". "Este processo é um momento marcante", frisou Edmundo Martinho, considerando que é "um projecto ambicioso e exigente", que pretende utilizar da "forma mais eficaz" os recursos disponíveis.

"Hoje é um dia feliz para cidade de Lisboa e para aqueles que mais vão beneficiar do programa", salientou Rui Cunha, esperando que outras instituições adiram ao programa.

Com a adesão à Rede Social, as instituições vão racionalizar meios nas suas intervenções, afirmou Cunha, adiantando que também vai permitir mais igualdade na resposta às instituições.

Durante a cerimónia, Carmona Rodrigues anunciou que a sede da Rede Social irá funcionar no Convento das Bernardas, no bairro da Madragoa.

18.04.2006

 

Data de introdução: 2006-04-18



















editorial

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