RELIGIÃO

Santo depressa

O Papa Bento XVI anunciou a abertura do processo para a eventual beatificação do seu antecessor, João Paulo II, sem esperar os cinco anos depois da sua morte, como definido na legislação canónica.

"A causa para a beatificação de João Paulo II está aberta", anunciou, em latim, durante um encontro com o clero romano na Basílica de São João de Latrão, em Roma.
"Santo depressa" foi uma das exigências da multidão durante as obsequias, na basílica de São Pedro, de João Paulo II, falecido a 02 de Abril, aos 84 anos.

Bento XVI anunciou a abertura do processo de beatificação do seu predecessor ao ler em latim uma carta do Prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, o cardeal português José Saraiva Martins.

A decisão do Papa foi a de não esperar a expiração do prazo de cinco anos após a data do falecimento, imposto pelo direito canónico, para a abertura de uma causa de beatificação. O cardeal colombiano Dário Castrillon Hoyos, Prefeito da Congregação para o Clero, desejou a 11 de Maio que a beatificação de João Paulo II coincida com o 85º aniversário do seu nascimento, a 18 de Maio próximo. "Os milagres (de João Paulo II) não faltam, ele já os realizava durante a sua vida", sublinhou o prelado.

Um dossier de beatificação, a etapa que precede a canonização, deve incluir provas de milagres feitos pelo bem-aventurado antes ou após o seu falecimento. Muitas testemunhas de curas milagrosas conseguidas pelo papa falecido já existem.

O seu secretário particular, o arcebispo polaco Stanislav Dziwisz, contou em 2002 que um norte-americano que sofria de um tumor no cérebro foi curado depois de ter recebido a comunhão das mãos do João Paulo II.

O porta-voz do Vaticano, Joaquin Navarro Valls, declarou a 09 de Abril que a beatificação do anterior papa seria da "competência exclusiva" do novo sumo pontífice católico. Bento XVI, eleito papa a 19 de Abril, cita o seu "amado predecessor" em todas as suas intervenções públicas, provocando sempre aplausos da multidão.

 

Data de introdução: 2005-05-18



















editorial

IDENTIDADE E AUTONOMIA DAS IPSS

As IPSS constituem corpos intermédios na organização social, integram a economia social e são autónomas e independentes do Estado por determinação constitucional.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Eleições Europeias são muito importantes
Nas últimas eleições para o Parlamento Europeu foi escandaloso o nível de abstenção. O mesmo tem vindo a acontecer nos passados atos eleitorais europeus

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Habitação duradoura – a resposta que falta aos sem abrigo
As pessoas em situação de sem-abrigo na Europa, em 2023 serão cerca de 900 mil, segundo a estimativa da FEANTSA (Federação Europeia das Associações...