IDOSOS

Mais de 15 mil idosos à espera de vaga

Cerca de 15 mil idosos estão em lista de espera para entrar nos lares das Misericórdias de todo o País, nos quais existem 11.500 camas, actualmente ocupadas, revela um estudo divulgado hoje pela União das Misericórdias Portuguesas.

O estudo intitulado "As Misericórdias Portuguesas na Assistência aos Idosos", coordenado por Manuel de Lemos do Observatório de Idosos e Grandes Dependentes da UMP, indica que o número de utentes em lista de espera, 14.679, ultrapassa o número de utentes efectivos, 11.499.

Segundo o estudo, existem 17.567 idosos à espera de poder beneficiar dos vários serviços das Misericórdias, mas os lares são os que têm maior procura.

O estudo, apresentado durante o VII Congresso Nacional das Misericórdias, refere ainda que existem 712 equipamentos das misericórdias que dão resposta a 30.720 pessoas através dos vários serviços disponíveis, como Apoio Domiciliário, Centro de Dia, Lar de Grandes Dependentes, Lar de Idosos, Residência para Idosos.

Revela também que os utentes autónomos constituem a maior parte (41 por cento) da população das Misericórdias, e os "utentes grandes dependentes ou acamados" representam cerca de 12,5 por cento.

No que respeita ao custo médio do utente, o estudo constatou que as despesas aumentam à medida que aumenta o grau de dependência dos idosos. Os hospitais são a valência que apresenta um custo mais elevado, rondando a sua média os 1.610 euros por mês, seguindo-se os lares de grandes dependentes cuja média se situa nos 722 euros.

Por outro lado, os centros de dia são os que apresentam o custo mais baixo, onde o utente representa uma despesa de cerca de 191 euros por mês. O estudo resultou de um inquérito enviado às 390 "Santas Casas" existentes em Portugal, ao qual responderam 216. "O aumento do número de residências de idosos ainda tem de prosseguir durante algum tempo", defendeu hoje o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Vítor Melícias.

 

Data de introdução: 2005-05-13



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...