FESTA DA SOLIDARIEDADE, 6 E 7 DE JUNHO

Porto vai ser a capital da Solidariedade

O Congresso “Solidariedade: Novos Caminhos, Valores de Sempre” é a principal novidade da Festa da Solidariedade que este ano se realiza no Porto, nos dias 06 e 07 de Junho. É a oitava edição da iniciativa anual da CNIS que começou em Lisboa, em Setembro de 2007, seguiu para Barcelos, passou por Viseu, Castelo Branco, Santarém, Faro, Guarda e agora chega ao Porto. O encontro anual de representantes das Instituições Particulares de Solidariedade Social vai decorrer durante a tarde de sexta, com os trabalhos do Congresso, no Palácio de Cristal; à noite com a chegada da Chama à Avenida dos Aliados; e durante a manhã de sábado, com a segunda jornada congressista, sendo a tarde dedicada à habitual animação solidária e conclusão dos festejos.
A primeira parte da Festa é a tradicional iniciativa da Chama da Solidariedade que estabelece a ligação entre o último local da festa, Guarda, e o destino deste ano: Porto. A organização está a cargo da União Distrital das Instituições Particulares de Solidariedade Social do Porto (UDIPSS-Porto) em parceria com as UDIPSS de Bragança, Vila Real, Braga e Viana do Castelo.
O facho solidário é aceso na Guarda e durante a primeira semana de Junho percorrerá os distritos de Bragança, Vila Real, Braga, Viana do Castelo entrando no Distrito do Porto no dia 5 de Junho, através do Concelho da Póvoa do Varzim, passando por Vila do Conde, Guilhabreu, Maia, Alfena, Valongo, Gondomar e chegando, finalmente, ao Porto, mais concretamente ao Palácio de Cristal, no dia 7 de Junho, para o encerramento da grande Festa da Solidariedade e do Congresso. Segundo o presidente da UDIPSS do Porto “o evento da Chama da Solidariedade consiste no transporte de uma chama, em tudo idêntica à Chama Olímpica, que envolverá toda a sociedade civil e seus parceiros. Para além de ter como principal objectivo a promoção da Festa da Solidariedade, será também um canal de transmissão da Identidade e dos princípios do sector social nomeadamente os da solidariedade e do serviço ao bem comum. Ao longo do percurso a chama poderá ser transportada a pé, de carro, a cavalo, de bicicleta, de motociclo, de balão, de barco, etc.”.
Para o Padre José Lopes Baptista “a Festa da Solidariedade é uma oportunidade para o sector solidário se reunir e para promover os interesses das Instituições de Solidariedade, divulgar boas práticas, chamar a atenção para a nossa cultura, identidade e valores solidários. Tudo isto rodeado de animação e recreação a cargo das mais diversas instituições sociais.”
A par da Feste da Solidariedade decorrerá no Auditório Almeida Garrett, também no Palácio de Cristal, o Congresso, subordinado ao tema "Solidariedade: Novos Caminhos, Valores de Sempre”. Nas sessões do Congresso será feita uma reflexão sobre os valores e identidade das IPSS, Inovação Social, Novas Respostas e Sustentabilidade.
Eleutério Alves é mais uma vez o coordenador da Festa da Solidariedade. O dirigente da CNIS sublinha que este ano o simbolismo é ainda maior porque o Porto é o berço da CNIS.

O facto da Festa da Solidariedade ser este ano no Porto reforça o carácter simbólico do evento?
Não é só uma questão simbólica. É que, de facto, sendo o Porto a sede da CNIS, a verdade é que a cidade nunca tinha tido uma Festa da Solidariedade. A Festa percorreu praticamente todo o país, no segundo ano, a Chama passou pelo Porto e foi realizada, pela primeira vez no Norte, em Barcelos. Este ano considerámos que o Porto merece esse reconhecimento. A União do Porto tem-se esforçado muito para que esta Festa seja o êxito que o Porto merece e acreditamos que é isso que vai acontecer. Escolhemos o Porto como cidade anfitriã, tendo também em conta que a Chama nunca tinha passado nos distritos de Bragança e Viana do Castelo. Vão ser contemplados com a passagem da Chama.

Vai ser um Congresso, a iniciativa Chama da Solidariedade e a Festa. É um evento para marcar a agenda da cidade…
Durante três dias a cidade do Porto vai mexer com a Festa da Solidariedade e vice-versa. A Festa inclui a chegada da Chama e o Congresso. Vai ser tudo na mesma área, no mesmo recinto, nos Jardins do Palácio de Cristal e na Biblioteca Almeida Garrett, mas na noite anterior, dia 6 de Junho, será recebida na Avenida dos Aliados, junto da Câmara Municipal. Com a envolvente que está já a ter em termos de projecto, da parte social do distrito do Porto, estou certo de que a cidade vai ser o epicentro da Solidariedade.

Qual vai ser o figurino do Congresso?
É um Congresso temático que vai decorrer no dia 6 de Junho e no dia 7 na Biblioteca Almeida Garrett. Vamos ter quatro painéis fundamentais: um sobre empreendedorismo e inovação; um sobre sustentabilidade, que hoje é um dos grandes problemas das instituições particulares; um painel sobre os valores da solidariedade; e um painel sobre o Estado Social. São os temas mais importantes e actuais para um Congresso promovido pela CNIS. Sabemos quais são as pessoas que gostaríamos de ter connosco nesse encontro. São personalidades de valor inquestionável, de vários quadrantes da sociedade portuguesa, que vão promover a partilha de conhecimento e a discussão de ideias. Darão um contributo bastante importante para que o Congresso “Solidariedade: Novos Caminhos, Valores de Sempre”, produza conclusões que permitam olhar o futuro de forma diferente com mais motivação e esperança. Estamos na fase dos convites, esperamos ter uma grande adesão e participação.

A Festa terá um formato semelhante ao de anteriores edições?
Terá o mesmo figurino. Contamos com muita gente aqui no Porto. Ainda não decidimos se vai ser ao ar livre, nos jardins, ou se dentro da Nave do Palácio. Vai ter muita animação, promovida pelas próprias instituições de solidariedade, que têm uma riqueza muita grande nos aspectos etnográficos, culturais e recreativos. As IPSS vão mostrar à cidade do Porto o melhor que elas fazem. Será um programa muito interessante, muito divertido, com muita animação.

É também um momento de afirmação política e social da CNIS…
Todas as Festas da Solidariedade promovidas pela CNIS ao longo destes oito anos foram marcos também de política social. Acreditamos que também desta vez a CNIS vai marcar a actualidade com aquilo que pensa em termos de orientação para o que deve ser o Estado Social e as políticas do sector. Esta iniciativa demonstra a credibilidade que a CNIS tem enquanto parceiro social, o mais representativo no nosso país. Hoje todas as entidades e a sociedade civil, ela própria, acredita na CNIS, conhece a CNIS, os seus princípios, a sua direcção, reconhece no padre Lino Maia um promotor de políticas sociais de grande nível e de afirmação dos ideais e interesses das IPSS.

O objectivo é a participação das IPSS ou o público em geral é também convidado?
As entradas são gratuitas. A promoção desta Festa tem em vista mostrar o que de melhor se faz nas IPSS. Daí que nos interessa que elas se mostrem umas às outras, mas também à comunidade onde se inserem. Daí que sendo esta Festa nacional tenhamos a pretensão de mostrar ao país, a partir do Porto, que pode contar com a Rede Solidária.

 

Data de introdução: 2014-04-14



















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