CASTELO BRANCO

Só quatro IPSS para apoio a deficientes

Existem apenas quatro instituições para pessoas com deficiência, para um distrito de grande dimensão como Castelo Branco, conclui um estudo sobre as organizações sociais, que foi recentemente apresentado.

“Dinâmicas de Castelo Branco: Uma caracterização sócio-económica do distrito e das suas ONG”, foiapresentado no Governo Civil de Castelo Branco. Esta investigação incidiu num estudo aprofundado sobre as Organizações Não Governamentais de Solidariedade Social do distrito de Castelo Branco.

No estudo, conclui-se que mais de metade das instituições se solidariedade social foram constituídas após a década de 70. Esta década é marcada pela “institucionalização” das organizações de solidariedade social, foi-lhes reconhecido o papel por parte do Estado e passaram a ser denominadas de “instituições de solidariedade social”. A maioria das instituições actua a nível local e possui poucos funcionários. O público-alvo é, preferencialmente, os idosos.

As Instituições no distrito de Castelo Branco estão muito sozinhas e sentem que não têm ajudas da parte do Governo. Todas querem ajudar os seus utentes, o melhor possível, mas não têm meios para isso. As respostas sociais em maior número, no distrito, os centros de dia e serviços de apoio ao domicílio, ajudam a atenuar as carências da maioria da população do distrito. Contudo, deveriam ser melhor equipadas para ajudar a resolver, e não apenas atenuar, as dificuldades da população idosa. As respostas sociais a crianças e jovens existem em número suficiente e correspondem às expectativas da população. No entanto, as respostas sociais para pessoas com deficiência são em número reduzido e deveria ser algo a apostar no futuro.

Existem apenas quatro instituições, para pessoas com deficiência, para um distrito de grande dimensão como Castelo Branco. Apesar de não existir um número concreto de deficientes, institucionalizados e não institucionalizados, estas Instituições não possuem equipamentos para atender a todos.
A concluir, o estudo revela que, a investigação, sendo uma abordagem preliminar, revelou-se útil na aproximação à realidade das Instituições no distrito de Castelo Branco.

O coordenador nacional da Rede Anti-Pobreza, padre Joaquim Moreira, considera o estudo é motivo de preocupação. “Os dados devem merecer a atenção de toda a comunidade. A participação de todos é indispensável para o bem comum”, no combate aos fenómenos no distrito de Castelo Branco, desde o envelhecimento, a falta de empresas, a baixa natalidade, entre outros. “Penso que é necessário darmos uma resposta cabal a esta situação, encontrando as respectivas soluções, e participando na solução dos seus problemas”, disse o responsável, que alertou ser necessário toda a atenção dos políticos e autarcas, para estas questões sociais. “Estamos sempre a alimentar a pobreza, mas temos que lutar contra este fenómeno, já que a pobreza não é um castigo, mas sim a vitimização da injustiça de uma sociedade”.
Para a governadora civil de Castelo Branco, Alzira Serrasqueiro, o estudo agora revelado, desmente a tese de que no distrito existe uma rede social muito forte. “Os dados que este estudo revela, desmentem esta questão. Admito que o distrito tem uma rede social muito grande, mas temos de atender às realidades actuais”, conclui.

 

Data de introdução: 2008-01-30



















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