XI FESTA DA SOLIDARIEDADE - MADEIRA

Crianças continuam a dar força ao fogo solidário

Após pernoitar na Ribeira Brava, pelo cedo da manhã a Chama da Solidariedade partiu em direção à Ponta o Sol, atravessou por entre as íngremes encostas da ilha da Madeira rumo à Calheta, entrando naquilo que pode ser descrito como um imenso bananal. Ao final da tarde, Porto Moniz foi o destino, localidade onde o archote solidário ficou para passar a noite.
Diz o povo que “o melhor do mundo são as crianças” e até prova em contrário nada nem ninguém o pode negar. A viagem da Chama pela Madeira tem sido marcada pela presença de inúmeras crianças que exprimem a sua alegria, como só as crianças o sabem fazer.
Já com a Ribeira Brava para trás, o archote solidário foi recebido à entrada da vila de Ponta do Sol pelo edil local, Rui David Luís, e dirigentes da Fundação João Pereira, dirigindo-se, em caravana automóvel até ao Largo do Pelourinho.
Recebida ao som do Hino da Solidariedade cantado por um grupo de várias dezenas de petizes das escolas locais, o dia teve o seu primeiro momento institucional. Ditos os discursos, outros grupos de… crianças proporcionaram um extraordinário momento musical de enorme variedade. Cavaquinhos, guitarras e acordeões afinadinhos, bateria, bombo e baixo acertadinhos e vozes maviosas.
Do Largo do Pelourinho, a caravana da solidariedade de Ponta do Sol rumou para Canhas e dali para Moledos, região fronteira com o concelho da Calheta, e onde a Chama foi transmitida à Santa Casa da Misericórdia local, prosseguindo por entre um verde imenso por Arco da Calheta, seguindo até aos Paços de Concelho, onde foi recebida pelo presidente da autarquia, Carlos Teles.
Uma vez mais, a Chama foi acolhida ao som do Hino da Solidariedade, desta vez numa interpretação «a capella», talvez a versão mais interessante até ao momento. E tem sido todas interessantes. Momento institucional, encetado por Cecília Cachucho, provedora da Misericórdia da Calheta, e que contou com uma intervenção do padre Lino Maia, presidente da CNIS.
À parte um grupo de crianças de uma creche vizinha, a flama solidária tinha à espera, na sede da Misericórdia, muitos utentes dos dois lares. A média de idade subira bastante em relação à Ponta do Sol, mas não esmoreceu nada em alegria e animação. Foram diversos os grupos de idosos que cantaram e dançaram, mas também alguns jovens que entretanto se juntaram à festa.
Na despedida juntaram-se, para uma largada de balões, funcionários e dirigentes da Santa Casa e os representantes da CNIS e da UIPSS Madeira.
Após um périplo pelo concelho, durante o qual diversas vezes a Chama da Solidariedade acendeu diversas tochas com lume solidário. Pelo caminho a caravana automóvel cruzou-se com diversos grupos de crianças e alguns de idosos que à beira da estrada saudavam a Chama. Foi assim no Estreito da Calheta, em Prazeres, na Raposeira e na Ponta do Pargo, última paragem no concelho da Calheta.
Dali, rumou até às fantásticas paisagens do Porto Moniz. Na vila a Chama seguiu em desfile pedonal, fechando o dia com uma missa campal.

 

Data de introdução: 2017-05-31



















editorial

Pela erradicação da pobreza

Outubro está associado à "Erradicação da Pobreza". Pela primeira vez em 1992, a data (dia 17) foi comemorada oficialmente com o objetivo de alertar a população para a necessidade de defender um direito básico do ser...

Não há inqueritos válidos.

opinião

António José da Silva

O fascínio do poder
O poder, seja este de que tipo for, exerce sempre algum fascínio sobre a maior parte dos homens, e entre os diversos tipos de poder que exercem maior fascínio, está certamente o poder...

opinião

Padre José Maia

Outubro: mês social
A circunstância de, no mês de outubro, se evocarem o Dia do Idoso (dia 1) e o Dia da erradicação da Pobreza (dia 17), inspirou-me a partilha com os leitores de SOLIDARIEDADE de...