A Cruz Vermelha Portuguesa apela à solidariedade dos portugueses para apoiar os milhares de pessoas afetadas pelos sismos que abalaram a Venezuela no dia 24 de junho.
Os dois terramotos, com magnitudes preliminares de 7.1 e 7.5, atingiram o centro-norte do país, com epicentros próximos de Morón, no Estado de Carabobo, tendo sido sentidos em várias regiões, incluindo Caracas, La Guaira, Aragua, Carabobo e estados vizinhos. Perante a dimensão dos danos, as autoridades venezuelanas declararam estado de emergência.
As informações iniciais indicam danos significativos em edifícios residenciais e comerciais, colapsos estruturais em algumas áreas, danos em infraestruturas essenciais, falhas no fornecimento de energia e nas telecomunicações, bem como a admissão de múltiplos feridos nos hospitais locais.
A Cruz Vermelha Venezuelana está no terreno, com equipas mobilizadas para apoiar operações de resgate, salvamento e evacuação, realizar avaliações rápidas de necessidades e prestar assistência às populações afetadas. A resposta está a ser priorizada nas zonas de La Guaira e Grande Caracas, onde a dimensão dos danos exige maior concentração de meios.
Neste momento, a resposta humanitária está concentrada em salvar vidas, através de operações de resgate, salvamento e evacuação; prestação de cuidados médicos urgentes às pessoas feridas; garantir abrigo seguro a quem não pode regressar a casa; distribuição de bens de primeira necessidade, como água potável, alimentos e artigos de higiene; proteger os grupos mais vulneráveis, incluindo crianças, idosos, pessoas com deficiência e famílias em situação de maior fragilidade; e disponibilizar apoio psicossocial às famílias afetadas pelo medo, pela perda e pelo trauma provocado por esta emergência.
No website da Cruz Vermelha Portuguesa, poderão ser realizados donativos com o objetivo de apoiar a resposta humanitária e contribuir para o recomeço de milhares de pessoas, através deste LINK.
“A dimensão desta emergência exige uma resposta rápida, coordenada e solidária. A Cruz Vermelha Portuguesa junta-se ao esforço internacional de apoio às populações afetadas, apelando à mobilização de todos. Cada contributo permitirá reforçar a assistência humanitária e fazer chegar ajuda concreta a quem enfrenta, neste momento, uma situação de extrema vulnerabilidade”, refere numa nota enviada às redações, António Saraiva, presidente da Cruz Vermelha Portuguesa.
A resposta humanitária não pode esperar.
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