INVESTIMENTO DE QUASE 110 MILHÕES DE EUROS NO ÂMBITO DO PRR

Assinados 90 contratos para criar 3.300 camas na RNCCI

No passado dia 17 de abril, o Governo assinou 90 contratos de financiamento, no valor de quase 110 milhões de euros, com os sectores privado e social para criar 3.300 lugares na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
O investimento realizado no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) vai permitir a criação de mais camas de cuidados continuados, camas de saúde mental e respostas domiciliárias.
A cerimónia, que decorreu na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, contou com diversos membros do governo, entre eles, o ministro adjunto e da Coesão, Castro Almeida, tendo a CNIS estado representada por Maria João Quintela, elemento da Direção.
A maior parte dos lugares na rede vão ser criados nas regiões Norte (1.179) e Centro (1.617), seguindo-se o Algarve (56) e a região Oeste e Vale do Tejo (56).
Os custos do espaço, dos imóveis e da construção levaram a que houvesse menos candidaturas em Lisboa e Vale do Tejo, uma das regiões mais carenciada a nível de camas de cuidados continuados, e a razão de ter o número mais reduzido de lugares atribuído.
Alguns operadores não tiveram conhecimento do aviso para investimentos na RNCCI, que esteve aberto de 12 de dezembro de 2024 a 14 de fevereiro último, mas já manifestaram disponibilidade para abrir mais camas nesta região.
Na cerimónia, o ministro Castro Almeida afirmou que os 90 contratos assinados são “sensivelmente metade como o sector privado e metade como sector social”.
“O Estado delega, responsabiliza e apoia o sector privado e o sector social para tratar esta operação muito delicada que é cuidar dos muito doentes, em alguns casos, na fase terminal das suas vidas”, realçou, recordando que, com a última reprogramação do PRR, a verba destinada à saúde subiu de cerca de 1.700 milhões de euros para 2.025 milhões de euros, dos quais 235 milhões de euros estão destinados à rede de cuidados continuados integrados e paliativos.
À margem da cerimónia, o ministro afirmou que o facto de o Governo estar a assinar contratos com instituições de solidariedade social e entidades privadas para financiar obras pode suscitar “alguma polémica” por o Governo estar em gestão, mas assegurou que, “com críticas ou sem críticas, o PRR é para cumprir”.
 

 

Data de introdução: 2025-05-06



















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