PADRE LINO MAIA DIZ-SE CONFORTÁVEL COM O ACORDO ALCANÇADO COM O GOVERNO

CNIS prevê que sejam 80 mil crianças a beneficiar da gratuitidade da creche

Cerca de 80 mil crianças deverão frequentar gratuitamente a creche a partir de setembro, prevê o presidente da CNIS, padre Lino Maia, que se diz confortável com o acordo alcançado entre o Sector Social Solidário e o Governo.
O acordo, que garante a gratuitidade das creches para crianças nascidas a partir do dia 1 de setembro de 2021 e que frequentem pela primeira vez esta resposta social a partir de setembro de 2022, foi alcançado com a CNIS e a União das Misericórdias Portuguesas (UMP).
O padre Lino Maia não quis ainda revelar quais os valores acordados com o Governo e quais os montantes das comparticipações que serão pagas, mas adiantou que a partir do dia 1 de setembro o Estado paga o mesmo valor por cada criança que frequente uma creche do Sector Social Solidário pela primeira vez, de forma a garantir assim a gratuitidade para a família.
Para o padre Lino Maia, no próximo ano letivo deverá haver cerca de 80 mil crianças a frequentar a creche gratuitamente já que os dados atuais apontam para cerca de 50 mil crianças a frequentar gratuitamente a creche por os pais estarem nos 1.º e 2.º escalões de rendimento, às quais deverão somar-se mais cerca de 30 mil na sequência do acordo com o Governo.
O valor pago pelo Estado inclui alimentação e higiene, por exemplo, mas a cargo dos pais continuam as atividades extracurriculares e os necessários seguros.
O acordo prevê ainda um aumento do valor a transferir do Estado para as creches que tenham prolongamento de horário, ou seja, para além das 11 horas diárias normais.
Como tem referido o padre Lino Maia, a partir do próximo mês de setembro, irão coexistir três modelos de pagamento das creches: a gratuitidade para as crianças nascidas a partir do dia 1 de setembro de 2021; a gratuitidade para as crianças das famílias dos 1.º e 2.º escalões de rendimentos; e ainda as demais cujo valor da mensalidade é definido consoante o rendimento dos pais, até ao valor máximo definido por cada instituição.
O padre Lino Maia, que antes de aceitar o acordo reuniu o Conselho Geral da CNIS, “para confortar a posição da Direção, revelou que a Confederação que preside está confortável com o acordo feito com o Governo, apesar de admitir que era objetivo ter conseguido um valor mais elevado.

 

Data de introdução: 2022-07-22



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...