MEALHADA

IPSS sem capacidade de resposta

As instituições particulares de solidariedade social (IPSS) da Mealhada não têm capacidade para responder às necessidades de uma população cada vez mais idosa e com casos de crianças em risco, revela um diagnóstico feito pela autarquia.

O diagnóstico social do concelho foi feito no âmbito do Plano de Desenvolvimento Social, elaborado pela Câmara da Mealhada com a participação dos parceiros sociais. O Plano de Desenvolvimento Social tem um horizonte até 2007 e pretende corrigir as insuficiências detectadas, mas também divulgar o trabalho que vai sendo feito.

Os problemas com que as IPSS se deparam e as carências de outras "respostas" estão também já identificados no diagnóstico que suporta o Plano e que evidencia a urgência de diferentes intervenções. Os fracos recursos económicos, dificuldades de transporte, espaço insuficiente e listas de espera em organismos como lares e centros de dia, apoio domiciliário, creche e jardim-de-infância, são apontados na generalidade das freguesias.

A falta de estruturas com lotação capaz tende a agravar-se, dado o duplo envelhecimento da população, com o aumento de residentes com mais de 65 anos e diminuição de jovens com menos de 20 anos, apesar da referência à fixação de imigrantes no concelho.

O resultado do diagnóstico, feito freguesia a freguesia, revela um quadro social por vezes preocupante, em que se registam famílias com problemas de saúde e a viverem de pensões baixas em casas degradas. O alcoolismo, a droga e a marginalidade, o insucesso escolar, a má nutrição, os maus-tratos a crianças e mesmo casos de exposição a comportamentos desviantes, incluindo o abuso sexual, são situações que o diagnóstico também identifica.

 

Data de introdução: 2005-05-24



















editorial

As amas em Creche Familiar

Publica-se neste número do “Solidariedade” o texto do acordo com a FSUGT, na parte que contempla também os novos valores de remunerações acordado para vigorar a partir de 1 de janeiro de 2024.

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

A propósito do contributo da CNIS para as próximas eleições
É já tradição que as organizações de diferentes âmbitos, aproveitem os atos eleitorais para fazerem valer as suas reivindicações mais...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Cuidar da democracia
Neste ano vamos a eleições pelo menos duas vezes (três para os açorianos), somos chamados a renovar o nosso laço político com a comunidade, escolhendo...