ABRIL 2017

MANTER E APROFUNDAR A INTERVENÇÃO DAS IPSS (por João Carlos Dias)

Não existe desafio que as IPSS não encarem numa perspetiva de futuro e são muitos os desafios que hoje enfrentam, todos eles com efeitos no futuro próximo e determinantes para o cumprimento da sua missão.
Depois do importante papel que desempenharam, decisivo para suportar as consequências da grave crise que vivemos e ainda sem tempo de recuperar do esforço despendido, são confrontadas com novos desafios que não escolheram, mas que terão que enfrentar.
São muitos os olhares sobre este setor e muitas as vontades a quererem induzir caminhos diferentes, cheios de inovação, empreendedorismo, fórmulas milagrosas de redução de custos e moralização dos seus dirigentes, propostas assentes numa visão distorcida pelo preconceito, desconfiança e desconhecedora da realidade.
Nunca as IPSS foram resistentes a mudanças, ou fechadas em si mesmas, a sua enorme capacidade em adequar rapidamente os seus recursos a novas necessidades é notável, nunca deixa de ser feito o que tem que ser feito, no tempo em que deve ser feito.
Ainda há poucos dias, os menores não acompanhados chegados de campos de refugiados na Grécia, foram acolhidos, colocando o nosso País na linha da frente deste complexo processo, que exigiu e continuará a exigir de todos os parceiros envolvidos, entidades do Estado e IPSS, a capacidade de adequar recursos e procedimentos a esta nova realidade, que representa para todos nós um verdadeiro desafio, dadas as questões internas e internacionais que se colocam.
Esta é a realidade que felizmente outros olhares conhecem, de milhares de cidadãos deste País, mulheres e homens, voluntários e trabalhadores, crentes ou não crentes, de todos os quadrantes políticos que se têm dedicado ao outro, uma realidade progressivamente reconhecida pelo Estado e hoje garantida por um compromisso de cooperação.
É verdade que nem sempre temos conseguido garantir o tratamento adequado a todos nas suas necessidades específicas, no respeito da dignidade e garantia dos seus direitos, mas é nisso que todos estamos empenhados, acreditamos que o serviço público que as IPSS prestam de forma eficiente, deve ser mantido e aprofundado.
Manter e aprofundar a intervenção das IPSS, é uma questão de gestão inteligente dos recursos nacionais e sendo este setor Solidário, como parece ser, uma originalidade por esse mundo fora, não deve ser desperdiçado.
Nas nossas últimas Assembleias Gerais, tem sido manifestado por todos nós com determinação, a vontade de reforçar o papel das IPSS na garantia do acesso de todos ao Estado Social, de privilegiar esse acesso aos mais carenciados, de manter a cobertura Nacional, de garantir a sustentabilidade das Instituições, de reconhecer o papel dos seus trabalhadores através da contratação coletiva e salvaguardar a nossa identidade no contexto da economia social, garantindo sempre a representação do setor na “primeira pessoa”.
Assim será.

João Carlos Dias (Presidente Adjunto da CNIS)

 

Data de introdução: 2017-04-13



















editorial

Qualidade e Qualificação

O que quer que se faça nas Instituições de Solidariedade, seja ao nível dos processos de gestão, seja ao nível dos recursos humanos ou doutros recursos, não constitui um fim em si mesmo, mas sim instrumentos para atingir o fim...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PADRE JOSÉ MAIA

Dignidade e Direitos Humanos
Vivemos tempos conturbados em que a supremacia do poder económico e financeiro sobre o poder político se vai impondo, atirando para as periferias da pobreza e das várias...

opinião

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA

Estados Unidos e Rússia: uma relação menos clara
Nos anos que mediaram entre o fim segunda guerra mundial e o desaparecimento da União Soviética, as relações entre a Rússia e os Estados Unidos foram sempre muito claras....