ARMAS

Amnistia Internacional aplaude campanha

A Amnistia Internacional (AI) considerou uma "óptima notícia" a campanha de recolha de armas ilegais anunciada pelo governo português, mas alerta que há ainda muito por fazer para contrariar um negócio internacional que eterniza os principais conflitos mundiais.

Teresa Noronha sublinhou que os recentes casos de apreensão de armas ilegais no país, nomeadamente de armas de guerra, "parecem prová-lo", mas realça que "o terreno é muito sensível" e que é difícil obter dados concretos, devido à natureza secreta deste negócio.

A responsável alerta que "seria necessário ir ainda mais longe para travar o tráfico", considerando que a publicação de dados sobre o comércio legal de armas poderá ajudar a combater "possíveis desvios". "Os países devem publicar o número de licenças de exportação e
licenças de armas que cedem legalmente, o tipo de armas, a quem as concederam e qual o seu destino, porque se estas armas forem desviadas haverá um código de conduta que deve expor essas pessoas e vedar-lhes o comércio de armas, pelo menos o comércio legal", disse.

Sublinhou ainda que "há traficantes que pedem licenças que parecem legais, mas que depois são deslocadas para zonas em conflito devido à falta de controlo". "Gostaríamos que as armas não viessem a ser usadas pelas forças de segurança, mas fossem destruídas", disse ainda Teresa Noronha, quanto à intenção do Governo de atribuir às forças de segurança o uso das armas entregues voluntariamente durante a campanha de recolha. "A destruição pública destas armas já tem acontecido noutros países e seria didáctica", realçou.

Teresa Noronha atribuiu aos eternos conflitos a principal causa da instabilidade mundial, ao causarem "milhões de desalojados que não têm paz nem no seu próprio território e que vivem em situações de pobreza extrema", lembrando casos como os da guerra do Sudão e do Congo, que no seu entender são fomentados pelo comércio internacional de armas ilegais.

A Amnistia Internacional, juntamente com a Oxfam e a IANSA (International Action Network on Small Arms), estão a promover até 2008 a petição "Um milhão de rostos", que pretende exigir um Tratado sobre o Comércio de Armas, para controlar o comércio de armas a nível global. Segundo dados da organização, todos os anos morrem no mundo mais de meio milhão de pessoas em consequência da violência armada, ou seja, uma pessoa por minuto.

27.03.2006

 

Data de introdução: 2006-04-05



















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