A VOZ DO OPERÁRIO, LISBOA

130 anos de luta e resistência

“O significado fundamental é o da sobrevivência, da resistência, da luta que tem sido necessário manter e incentivar ao longo de todos estes anos”, resume Vítor Neves, membro da recém-eleita Direcção d’A Voz do Operário, que no passado dia 13 de Fevereiro celebrou 130 anos de existência.
É longa e rica a história da Sociedade de Instrução e Beneficência A Voz do Operário, mas construída a custo e esforço de muitos voluntários, como gostam de destacar os seus dirigentes.
O momento actual do País, não fica de fora do discurso comemorativo do 130º aniversário, porque as dificuldades são muitas.
“Têm sido uns anos melhores, outros piores, mas sobretudo estes últimos cinco anos têm sido de grande dificuldade e só a grande persistência, capacidade de luta e o querer sobre este projecto tem tornado possível chegarmos a umas comemorações dignas e que irão decorrer ao longo deste ano”, explica Vítor Neves, que sublinha: “Para além do tempo de corrido, estes 130 anos têm um significado bastante especial, atendendo às constantes dificuldades que têm vindo a cair sobre as IPSS e, no caso concreto, sobre A Voz do Operário, pelas políticas que em nada ajudam e abonam esta actividade. O ensino às crianças das famílias carenciadas, e não só, melhorando sempre a qualidade, a assistência à Terceira Idade e todas as outras actividades que temos conseguido manter, tem sido sempre com muito sacrifício e muito empenho do voluntariado, que continua a ter uma expressão importante na instituição”.
Uma bolsa de mais de 100 voluntários asseguram todo um conjunto de actividades e iniciativas, especialmente, porque, segundo Inês Santos, também ela da Direcção da instituição, “quem entra nesta casa uma vez não mais daqui sai, quem entra como voluntário têm sempre uma ocupação e grande amor a esta casa”.
A Voz do Operário viu recentemente aumentado o número de respostas sociais, pois, por concurso, ficou com a gestão de três equipamentos, creche e pré-escolar, no Lavradio, Baixa da Banheira e Laranjeiro, o que, segundo Vítor Neves, “veio aumentar significativamente o número de utentes, sendo que aquelas são também zonas com carências”.
Por isso, o dirigente reforça “a grande capacidade de luta e de resistência que passa, precisamente, por não diminuir a oferta e, mais do que a quantidade, privilegiando a qualidade”.
Eleita já este ano, a nova Direcção, que continua a ser presidida por Manuel Figueiredo, tem como “grandes objectivos garantir a sustentabilidade, manter a qualidade dos serviços prestados e a conservação dos activos da instituição”, sustenta Vítor Neves.
Quanto às celebrações vão decorrer ao longo do ano e iniciaram-se em Fevereiro com um encontro entre actuais e antigos dirigentes d’A Voz do Operário, prosseguindo com a Sessão Solene, em que foi homenageado Paulo de Carvalho, pelo seu meio século de carreira.
A Voz do Operário decidiu enquadrar nas suas celebrações as comemorações do 100º aniversário do nascimento de Álvaro Cunhal, sócio honorário da Sociedade.

Pedro Vasco Oliveira (texto e foto)

 

Data de introdução: 2013-03-07



















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