PAÍS

GNR alarga luta à violência doméstica

A GNR vai aumentar o número de militares ligados directamente aos casos de violência doméstica e vai passar os núcleos especializados de 22 para 85, no âmbito da reestruturação que apenas aguar- da a legislação do Governo.

As medidas legislativas assumem a forma de decreto regulamentar, que foi aprovado Conselho de Ministros e que se encontra no Ministério da Administração Interna para redacção final e envio ao presidente da República para promulgação.

O documento vai permitir executar a reeorganização da Guarda e embora o documento final não seja ainda conhecido, as linhas gerais resultam de negociações entre o Ministério da Administração Interna e o Comando da GNR.

É neste sentido que o Comando está a trabalhar para implementar o reforço dos chamados Núcleo Mulher e Menor (NMUME), um dos elementos da estrutura da Guarda a alterar, que vai acabar com as actuais brigadas.

A entrada em vigor da regulamentação da Lei Orgânica permitirá também a publicação das portarias, que alteram toda a estrutura de comando da Guarda.

Os NMUME e a Investigação Criminal são dos elementos onde haverá mais movimentações, a par das já conhecidas extinções das Brigadas Fiscal e de Trânsito, no sentido de aumentar a malha de cobertura daqueles serviços.

Actualmente, os NMUME funcionam um por cada Grupo Territorial (22), mas a sua transformação em Comando Territorial, que passam a ser 18, vai ser também acompanhada pela criação de um NMUME por Destacamento, num total de 85 núcleos de combate à violência doméstica.

A execução da medida é acompanhada a nível da formação de militares preparados especificamente para o atendimento à vítima, com a instrução a passar de um a dois cursos por ano (conjunta com a investigação criminal como o é actualmente), para cinco ou seis, acções dependentes, no entanto, da capacidade de formação e do número de voluntários.

Qualquer posto da GNR tem capacidade para receber queixas e encaminhar os casos de violência doméstica, mas o Comando da Guarda quer aumentar a proximidade entre os militares e as vítimas, e ao mesmo tempo facilitar o acompanhamento dos processos nas respectivas comarcas.

Acompanhando as alterações na estrutura, os chamados Núcleos de Investigação Criminal - Droga (NIC-D), que funcionam a nível de Grupo, são extintos e as suas competências e recursos passam para os NIC dos destacamentos.

O conceito é de que não se justifica a existência dos NIC-D, uma vez que o tráfico de droga aparece associado a outros crimes, como os furtos e roubos, que em termos imediatos poderão ter consequências mais directas e imediatas junto das populações.

08.10.2008 Fonte: Jornal de Notícias

 

Data de introdução: 2008-10-09



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...