COVID-19 - TESTEMUNHO URIPSS AÇORES

A luz ao fundo do túnel?

Com o intuito de traçar um retrato da situação das IPSS a nível nacional perante a pandemia do novo coronavírus, fica o testemunho dos responsáveis pelas diversas estruturas intermédias da CNIS.
Assim, aos dirigentes das Uniões Distritais e das federações da área da Deficiência que integram a CNIS foram colocadas duas questões sobre o momento atual.

JOÃO CANEDO REIS, da URIPSS Açores.

1 – Que balanço faz da pandemia nas IPSS na Região Autónoma?

"O nosso trabalho inicial como União foi contactar todas as IPSS (mais de 200) telefonicamente, logo no início de março, para trocar ideias e tomar conhecimento das necessidades específicas de cada um, o que foi muito positivo e instrutivo. Neste ato privilegiámos o contacto por email e telefónico. Como resultado vimos instituições preocupadas, mas com equipas de trabalhadores responsáveis solidários e com um grande humanismo. Neste tempo de contágios da Covid-19, tivemos apenas uma ERPI que, infelizmente, teve vários utentes contaminados e registou alguns óbitos. Considerando que somente esta IPSS nos Açores, até à data, apresentou casos de contaminação, faço um balanço positivo do trabalho responsável das IPSS, aliada a uma parceria muito importante e ativa com a Secretaria Regional da Solidariedade Social, que desde o início se disponibilizou para apoiar com diversas medidas e que tem feito um excelente trabalho de acompanhamento. Não devemos também descurar o apoio de alguns Municípios na aquisição  de EPI e outros materiais. Na última semana de abril, começaram, sob orientação da Direção Regional de Saúde, os testes aos trabalhadores das IPSS com valências em funcionamento e que se encontram em escalas de rotação".

2 – Como perspetiva o futuro próximo? 

"Na minha perspetiva, acho importante iniciar de imediato o regresso à normalidade possível. Quero dizer com esta afirmação que é tempo de começar a abrir valências, mesmo que com certas restrições, e dar alguma esperança às pessoas. Estes passos devem ser tomados com todas as condicionantes e medidas de proteção exigidas, como por exemplo, abrindo inicialmente com menos crianças por sala nas creches e nos jardins de infância e, principalmente, para as crianças que tenham ambos os progenitores a trabalhar. Limitar as visitas nas ERPI e estruturas de internamento, inicialmente, a familiares diretos, salvaguardando sempre as medidas de proteção e as orientações da Direção Regional de Saúde, para podemos regressar à normalidade possível. Não podemos, nem é humanamente possível, mantermos as pessoas fechadas nas instituições sem contacto com o exterior e os seus familiares. As IPSS nos Açores com estas valências estão prontas para iniciar o seu trabalho com a responsabilidade a que são obrigadas e que muito bem o têm feito. Ciente que o nosso modo de vida se alterou, e muito, estou também convicto que o Sector Solidário está mais unido para enfrentar este novo desafio que lhe é colocado: o regresso a um mundo não novo mas com cuidados e comportamentos diferentes. Um bem haja solidário para todos".

 

Data de introdução: 2020-05-05



















editorial

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