MEDICAMENTOS

Sistema de reembolso pode prejudicar muitos portugueses

O presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS) manifestou-se contra a hipótese de substituição do actual sistema de comparticipação de medicamentos pela figura do reembolso, alegando que este deixaria de fora muitos portugueses. "Se exigirmos o pagamento integral dos medicamentos há grandes franjas da população que, pura e simplesmente não os vão comprar", defendeu Rui Nunes, que reagia à divulgação de um estudo encomendado pelo Governo a uma consultora britânica que preconiza o sistema do reembolso.

O relatório da consultora Europe Economics, a entregar ao Ministério da Saúde ainda antes das eleições, defende a hipótese de substituição do actual sistema de comparticipação de medicamentos pelo Serviço Nacional de Saúde pela figura do reembolso. De acordo com a versão preliminar do relatório citada hoje pelo Diário Económico, o novo sistema permitiria ao Estado poupar nos custos e implicaria uma maior racionalização do actual consumo excessivo de medicamentos.

"Isso é eticamente inaceitável e eu, a título pessoal, independentemente do que venha a ser a posição da ERS, bater-me-ei até à última gota de sangue porque não concordo minimamente com essa medida", afirmou Rui Nunes, à margem da cerimónia de entrega da certificação de qualidade aos serviços de Hemoterapia e de Anatomia Patológica do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Embora admitindo que o sector das farmácias não é, à partida, área de intervenção da ERS, Rui Nunes considerou que "poderá sê-lo se afectar os direitos fundamentais dos utentes". "E, nessa dimensão, manifestar-me-ei com veemência contra essa medida", sublinhou, duvidando, até, da licitude constitucional da medida, porque "a lei diz que o sistema de saúde é tendencialmente gratuito".

 

Data de introdução: 2005-01-26



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.