VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Serviços de atendimento vão ter ficha para registar casos

Todos os organismos públicos e privados do país que lidam com a violência doméstica vão ter no início do próximo ano uma ficha específica para registar os casos detectados, revelou a coordenadora da iniciativa. De acordo com Conceição Lavadinho, coordenadora do II Plano Nacional contra a Violência Doméstica, no âmbito do qual foi elaborado este documento, a ficha de atendimento normalizada "já tem todos os conteúdos definidos". Segundo Conceição Lavadinho, esta ficha, contendo os dados das vítimas, vai começar a ser experimentada em Janeiro do próximo ano.

"Numa primeira fase apenas na sociedade civil, ou seja, em associações e Organizações Não Governamentais", numa segunda fase em todos os organismos públicos e privados do país que lidam com violência doméstica, que vão dispor ainda de um guião para saber como dar resposta a estes casos, afirmou.

A ficha de atendimento normalizada vai conter todos os dados sobre a família e deverá estar disponível em todos os serviços de atendimento à vítima: hospitais, centros de saúde e centros de atendimento da segurança social, da misericórdia, das autarquias e das associações que intervêm nesta área.

De acordo com Conceição Lavadinho, para garantir a qualidade do atendimento às vítimas é necessário que todos os organismos públicos e privados que lidam com a violência doméstica tenham procedimentos uniformizados e, idealmente, que trabalhem em rede.

Tendo em vista essa uniformização, está a ser elaborado também um "guião de atendimento à vítima", para que todos os profissionais que lidam com estes casos saibam "como deve ser dada a resposta à vítima", explicou a responsável.

 

Data de introdução: 2004-11-29



















editorial

VII Congresso da CNIS: Conclusões

Nos dias 7 e 8 de outubro de 2026, em Aveiro, o VII Congresso da CNIS refletiu sobre a Pobreza e a Proteção Social, dois dos maiores desafios das sociedades contemporâneas e temas que exigem uma mobilização coletiva e permanente. Num contexto...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Viver mais exige um país diferente
Quando, em 1990, a ONU instituiu o 1 de outubro como Dia Internacional das Pessoas Idosas, falou da “proteção e promoção dos direitos dos idosos, incluindo o contributo...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...