CORRUPÇÃO

São precisas leis "simples, compreensíveis e de fácil prova"

O presidente do Tribunal de Contas defendeu que são precisas "melhores leis" para combater a corrupção, devendo estas ser "simples, compreensíveis e de fácil prova", e que insistir em legislação complexa manterá tudo "como está". "É preciso melhores leis? É preciso melhores leis. Que leis? Leis simples, leis compreensíveis para o cidadão comum, leis que permitam a realização de prova e, obviamente, a condenação de quem prevarica", afirmou Guilherme de Oliveira Martins, presidente do Tribunal de Contas e do Conselho de Prevenção da Corrupção, num almoço-debate da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) sobre "Como combater a corrupção".

Guilherme de Oliveira Martins considerou que "não é por falta de figuras legais para a corrupção que o problema não é resolvido" e que deve ser evitado multiplicar as leis, e insistir em leis complexas. "Se proliferarmos as figuras legais, se continuarmos a persistir em leis complexas, leis obscuras, muitas vezes contraditórias entre si, nós manteremos tudo como está e isso não pode ser", disse.

Guilherme de Oliveira Martins considerou que Portugal está num caminho "positivo", a seguir as recomendações internacionais, defendendo a necessidade de criar instancias eficazes de prevenção, distinguir claramente os domínios da prevenção, da investigação criminal e da política legislativa e da existência de códigos de ética adequados a cada uma das actividades.

O responsável voltou a sublinhar que "o verdadeiro e autêntico combate à corrupção faz-se prevenindo" e que para que tal aconteça é necessário "criar regras que previnam as situações que conduzam à infracção".

"Recuso-me a um discurso pessimista, fatalista, aquele discurso que diz que já não vale a pena fazer o que quer que seja. Não, vale a pena. É indispensável que todos nos dispúnhamos a mobilizar, como cidadãos, em torno da defesa daquilo que são os recursos que nos dizem respeito a todos", disse.

O presidente do Tribunal de contas (TC) recusou ainda fazer comentários aos recursos da Estradas de Portugal relativamente à recusa do TC em atribuir vistos prévios a cinco concessões rodoviárias, adiantando apenas que "os recursos estão recebidos" e quem decide são os juízes.

 

Data de introdução: 2009-12-18



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (I)

O caminho da consciencialização pública e política sobre a necessidade de um Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população, cuidando do envelhecimento ao longo da vida, tem já um longo...

Não há inqueritos válidos.

opinião

EUGÉNIO FONSECA

Por uma democracia melhor
Vivemos num regime democrático. Este modelo de governação não é novo. Remonta aos tempos da Grécia Antiga. Não sendo, ainda, um modelo perfeito, é...

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

PSU: um regresso à inserção ainda por confirmar
Volto ao tema da Prestação Social Única, que tratei no artigo anterior. A simplificação dos apoios sociais é, em si mesma, uma boa ideia. O problema estava —...