"As portas que João Paulo II abriu não se podem fechar"

Representantes de diferentes religiões radicados em Portugal manifestaram hoje esperança que o novo Papa, o cardeal alemão Joseph Ratzinger, continue o diálogo inter-religioso desenvolvido pelo seu antecessor, João Paulo II.

"As portas que João Paulo II abriu não se podem fechar. Vamos pedir a Deus para que ilumine o novo Papa a reforçar mais o diálogo inter e intra-religioso", disse à Agência Lusa o presidente da Comunidade Islâmica em Portugal, Abdool Vakil.

Também a vice-presidente da Comunidade Judaica em Portugal, Esther Mucznik, afirmou ter esperança que o novo Papa "continue o diálogo inter-religioso, sobretudo com o judaísmo, e que dê continuidade ao legado de João Paulo II, pioneiro da reconciliação judaico-cristã".

O porta-voz da Igreja Ortodoxo Grega em Portugal, padre Alexandre Bonito, congratulou-se com a eleição de Joseph Ratzinger, que considerou "muito próximo da ortodoxia" e que será a "continuação" do seu antecessor.

A comunidade hindu em Portugal exprimiu igualmente votos que o novo Papa continue o trabalho do seu antecessor no diálogo inter-religioso e de convivência entre os povos.

Por sua vez, a comunidade bahai de Portugal, inspirada no islamismo, espera uma contribuição do novo Papa para o apaziguamento dos conflitos para que a paz mundial seja possível.

Desiludida com a eleição do cardeal alemão Joseph Ratzinger está a Igreja Evangélica Alemã, que considera que o novo Papa tem uma visão "rígida" do diálogo inter-religioso.

Também o presidente da União Budista Portuguesa, Paulo Borges, manifestou-se "preocupado" com a eleição de Ratzinger, afirmando que a escolha pode significar uma regressão no diálogo inter-religioso.

O pastor da Igreja protestante Presbiteriana, José Manuel Leite, disse temer um aumento do "conservadorismo" da Igreja Católica com a eleição de Ratzinger como Papa.

 

Data de introdução: 2005-04-22



















editorial

Plano interministerial e intersectorial para a Saúde e Longevidade da população (II)

Pelo Despacho n.º 2367/2025, “o XXIV Governo Constitucional, em consonância com os compromissos assumidos no seu programa de governação e no Compromisso de Cooperação para o Setor Social e Solidário para o biénio...

Não há inqueritos válidos.

opinião

PAULO PEDROSO, SOCIÓLOGO, EX-MINISTRO DO TRABALHO E SOLIDARIEDADE

Em memória de Eugénio Fonseca
Perdemos em agosto Eugénio Fonseca, de quem fui, nestes últimos anos, companheiro de colunas de opinião aqui no Solidariedade. Partiu um homem bom. Esta homenagem nasce da amizade, do...

opinião

EUGÉNIO FONSECA (1957-2026)

Calou-se uma voz importante da solidariedade
Eugénio Fonseca, presidente da Confederação Portuguesa de Voluntariado, morreu a 12 de agosto de 2026, aos 69 anos, vítima de paragem cardiorrespiratória.