CNIS

Encontro de Fátima com adesão maciça das instituições

Devido à intempérie que se abateu sobre Portugal não foi fácil chegar ao encontro de trabalho promovido pela CNIS e que decorreu durante todo o dia deste último sábado em Fátima. No entanto, e a avaliar pelas intervenções da plateia durante o debate, ninguém deu por mal empregue a viagem até ao Centro Pastoral Paulo VI. Documento estruturante na relação entre o Estado e as IPSS, o Protocolo de Cooperação 2013-2014 é, como referiu na abertura dos trabalhos o presidente da CNIS, padre Lino Maia, a materialização da “filosofia das parcerias”.
Para apresentar o Protocolo de Cooperação 2013-2014 e prestar esclarecimentos em especial sobre o acompanhamento e a fiscalização das IPSS, o secretário de Estado da Solidariedade e da Segurança Social, Marco António Costa, fez-se acompanhar do vice-presidente do Instituto da Segurança Social (ISS), Miguel Coelho, do presidente do IEFP, Octávio Oliveira, e ainda de Vítor Pinheiro, do Impulso Jovem, Zélia Brito, do Departamento de Fiscalização, e Sónia Gonçalves, do ISS, que apresentou as linhas gerais do documento.
“Gostamos do ambiente de comunhão e diálogo que existe com o Governo… Por vezes não há solução, mas há esperança e esta parceria abre horizontes de esperança no sector solidário”, sublinhou o presidente da CNIS, para quem a adesão maciça de dirigentes e técnicos à sessão de esclarecimento não foi surpresa, “porque os responsáveis pelas instituições estão bastante empenhados na sua missão”.
Nesse sentido, e a fechar a sua intervenção na abertura dos trabalhos, o padre Lino Maia defendeu: “No ano passado dizia que o novo nome da solidariedade era a sustentabilidade, mas agora quero dizer-vos que o novo nome da solidariedade é a resiliência”.
O secretário de Estado começou por enaltecer “a oportunidade de poder conviver com quem está no terreno e que, com o seu trabalho silencioso, torna possível o País viver em paz social” e, lembrando que “este será um ano mais difícil”, garantiu aos presentes estar ali para “trabalhar”.
“Vim aqui para trabalhar, não vim aqui para falar do que está bem, mas para reconhecer o que está a correr mal e vermos o que se pode fazer para as corrigir”, sustentou Marco António Costa, frisando: “2013 será um ano de pedagogia estre o ISS e as IPSS”.
Depois de referir alguns dos pontos que considera mais significativos no documento em apreciação, o governante enfatizou que “o apoio às famílias será central em 2013” e, dirigindo-se à plateia rematou: “Vocês são o grande esteio da paz social do País”.
O encontro, devido às inúmeras intervenções de dirigentes e técnicos, que colocaram as mais diversas situações e dúvidas aos responsáveis estatais – refira-se que na sala estavam ainda presentes altos representantes de todos os Centros Regionais da Segurança Social (CRSS) –, estendeu-se um pouco para além do previsto, mas tal não foi obstáculo para a jornada de trabalho da tarde.
Para além da reunião em Fátima, a CNIS tem agendadas três reuniões regionais que terão lugar em Lisboa, Porto e Castelo Branco.


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Data de introdução: 2013-01-20



















editorial

Compromisso de Cooperação

As quatro organizações representativas do Sector  (União das Mutualidades, União das Misericórdias, Confecoop e CNIS) coordenaram-se entre si. Viram, ouviram e respeitaram. 

Não há inqueritos válidos.

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