PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA JÁ AGRACIOU QUATRO DIRIGENTES

Comendas dos dirigentes solidários são motivo de orgulho para a CNIS

A condecoração do Prof. Eugénio Fonseca, no dia 10 de Junho, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades, pelo Presidente da República veio sublinhar a distinção e a qualidade da equipa dirigente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade. Ao todo são já quatro os dirigentes que, nos últimos tempos, mereceram um reconhecimento público simbolizado numa comenda atribuída pela Presidência da República: Prof. Eugénio Fonseca, Presidente –Adjunto da CNIS e Presidente da Caritas Portuguesa (Grande Oficial da Ordem do Mérito); Padre José Martins Maia, Membro do Centro de Estudos Sociais da CNIS e antigo Presidente da União das Instituições Particulares de Solidariedade Social, durante 14 anos, (Grande Oficial da Ordem do Mérito); Drª Maria Isabel Tenreiro dos Santos Monteiro, dirigente da CNIS e da Caritas (Grande Oficial da Ordem do Mérito); Manuel Domingos Cunha da Silva, Presidente da Direcção Nacional da HUMANITAS e Secretário da Direcção Nacional da CNIS, (Grande Oficial da Ordem do Mérito).

A constatação deste facto enche de orgulho o Presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade que se sente rodeado de colaboradores de grande excelência. “Uma condecoração é sempre um reconhecimento de méritos e serviços e sempre simboliza gratidão de um povo. Destacar os méritos e serviços dos quatro dirigentes solidários agraciados, por exemplo, é apreciar a ousada e consolidada persistência na qualidade do serviço solidário como projecto, gratamente assumido, de um Prof. Manuel Domingos, é lembrar o inconformismo, generosamente profícuo e inovador, de uma Doutora Maria Isabel Monteiro, é sublinhar a capacidade dinâmica de, permanentemente, engendrar desafios e apontar caminhos de futuro de um Padre José Maia, é sentir-se permanentemente seduzido pela competência e serenidade, frutos de uma radical entrega cristã à causa da caridade solidária, de um Prof. Eugénio Fonseca.”

Este ano, no 10 de Junho, Dia de Portugal, foram 37 as personalidades agraciadas. Para além do Prof. Eugénio Fonseca, da CNIS, foram também distinguidos o antigo Bispo de Setúbal, D. Manuel Martins; Artur Maurício, ex-Presidente do Tribunal Constitucional; vários ex-ministros, entre eles Eduardo Pereira, Falcão e Cunha, Luís Mira Amaral; o poeta Fernando Echevarria, o linguista José Pedro Machado (a título póstumo), o professor universitário Martim de Albuquerque e o músico de jazz Rão Kyao.

Eugénio Fonseca recebeu a comenda de Grande Oficial da Ordem de Mérito. O Presidente da CNIS, Padre Lino Maia enaltece a escolha, mais que merecida: “Desde jovem, o Prof. Eugénio tem dedicado toda a sua vida às causas da caridade e da solidariedade e é um querido e respeitadíssimo dirigente. A sua condecoração não é mais do que o reconhecimento do mérito por parte da mais alta figura do Estado português, que assim o coloca como referencial e modelo para as gerações actuais e vindouras. A CNIS orgulha-se de ter no seu seio aquele que, sendo seu arquitecto, é também uma das suas principais referências. No passado, no presente e no futuro.”
Na cerimónia que decorreu em Setúbal e a que assistiram vários membros do Governo, incluindo o primeiro-ministro José Sócrates e o ministro das Obras públicas, Mário Lino, Cavaco Silva fez um discurso contra o conformismo. "Não me resigno", referiu o Presidente da República, aludindo "aos fracos níveis de crescimento económico" do país e "à passividade perante os indicadores persistentes do nosso atraso em relação aos parceiros europeus". Cavaco Silva defendeu que o inconformismo e a luta por um país mais desenvolvimento são uma exigência a que todos, sem excepção, estão obrigados. Nomeadamente em áreas como aquelas em que ele próprio fez questão de afirmar que não manterá uma posição de passividade, adiantando não se resignar “aos fracos níveis de crescimento económico, ao abandono escolar preocupante, à pobreza e exclusão social de tantas famílias, à escassa dimensão das componentes científica e tecnológica do aparelho produtivo”. Um quadro de referência onde encaixa perfeitamente a vida activa do Prof. Eugénio Fonseca.

NO GALARIM DA CNIS ESTÃO TAMBÉM JOSÉ MAIA, ISABEL MONTEIRO E MANUEL DOMINGOS

A cerimónia que colocou a medalha no peito do padre José Martins Maia, como Grande Oficial da Ordem do Mérito, teve bem menos pompa e circunstância. Foi-lhe entregue em Fevereiro, já Cavaco Silva tinha sido eleito para o cargo, pelo padre Vítor Melícias em nome da Presidência da República.
O homem que foi Presidente da UDIPSS, durante 14 anos, tinha recusado ser nomeado comendador dias antes, durante o último congresso da CNIS, em 27 e 28 de Janeiro de 2006, que decorreu em Fátima, e que teve como convidado de honra o então Presidente da República Jorge Sampaio. Apesar das insistências oriundas do Palácio de Belém e das pressões de alguns dirigentes da CNIS, o padre José Maia inviabilizou a homenagem na cerimónia de abertura da Reunião Magna de Fátima. A razão invocada foi a participação como mandatário de uma das duas listas o que, na contenda eleitoral, podia ser mal interpretado. Um gesto de dignidade, de exemplo na luta pela imparcialidade e justiça que são as marcas de um dirigente que ajudou a criar a CNIS e que justificaram a tardia condecoração do Estado. José Maia é o presidente da Fundação Filos, do Porto, membro do Centro de Estudos Sociais da CNIS e uma referência no sector social solidário português. Tentou, sem êxito, receber a Comenda de Grande Oficial da Ordem do Mérito sem que ninguém soubesse, num culto pela discrição e modéstia. Não conseguiu e a CNIS faz agora questão de o sublinhar.

No dia 8 de Março de 2004, a dirigente da CNIS Maria Isabel Tenreiro dos Santos Monteiro recebia das mãos do Presidente da República, Jorge Sampaio, a Comenda da Ordem do Mérito. A distinção teve como pretexto o trabalho que coordenou – “Estudo de Caracterização Social económica e cultural das freguesias de Portugal Continental” - que foi prestado pela Associação Seiva, à então União das Instituições Particulares de Solidariedade Social, tendo resultado de um forte e empenhado trabalho de equipa, de uma parceria estabelecida com a Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra e da Escola Superior de Educação de Coimbra, bem como de três técnicas da Associação.

“Foi com surpresa e admiração que recebi a comenda. Não esperava, não contava, não fazia parte dos meus projectos. Senti-me muito pequenina ao receber tão grande honra. Mais do que um mérito individual, o resultado alcançado deveu-se a um forte empenho solidário desta Equipa.”
A cerimónia decorreu no Palácio Nacional da Ajuda, no dia Internacional da Mulher, em 2004. O mérito é devolvido por inteiro ao movimento social em que a jurista Isabel Monteiro sempre esteve envolvida, quer como directora da Casa Nossa Senhora do Rosário, da Figueira da Foz, quer na Caritas e na CNIS onde é dirigente. “Fui agraciada. O que recebi não é meu, mas de todos(as) aqueles que comigo colaboraram, e de todas as IPSS e Juntas de Freguesia deste País que merecem o meu maior respeito e estima. Por isso continuo a acreditar que hoje ninguém por si só realiza e faz solidariedade, mas que só em equipa, em parceria, em rede, se consegue o impossível, que para muitos o continua a ser porque nos transcende e já não está nas nossas mãos. À União das IPSS, à actual CNIS, agradeço esta possibilidade de contribuir para uma solidariedade de todos para todos, mesmo que alguns continuem em teimar desacreditar.”

É com evidente orgulho que Manuel Domingos, Secretário da Direcção da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade Social, ostenta no seu curriculum, logo depois dos dados biográficos, a indicação: “Agraciado com a Ordem da Benemerência – Grande Oficial por Sua Excelência o Senhor Presidente da República em 1998-05-08.”

Já lá vão quase dez anos e o tempo tem a incontornável tendência para despejar na vala do esquecimento os gestos de gratidão. Poucos se lembrarão que Manuel Domingos foi o primeiro desta plêiade de notáveis que fazem da solidariedade a palavra de ordem no dia-a-dia. “Confrontado com o agraciamento por parte de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, em dia 08 de Maio de 1998, comemorativo da Segurança Social, assola-me um profunda reflexão do velho filósofo Sócrates, quando, convictamente e às gerações vindouras, lega uma das mais importantes máximas da sua profícua e acutilante intervenção: «Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida».”

Esta máxima tem sido levada à letra pelo dirigente da CNIS. É Presidente da Direcção da A.P.P.A.C.D.M. de Viana do Castelo, Presidente da Direcção Nacional da HUMANITAS, Presidente da Direcção da CODEM, Confederação Nacional para a Deficiência Mental, Vice-Presidente do FORIN – Fórum Português para a Inclusão e
Secretário da Direcção Nacional da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade, desde Janeiro de 2003. “Entendi e entendo, hoje mais do que nunca, o gesto de Sua Excelência o Senhor Presidente da República, mais do que o reconhecimento público pelos serviços prestados à causa da (re)habilitação das pessoas com deficiência, embora de facto também o seja e o aceite como tal, mas fundamentalmente como um permanente e inquestionável desafio, qual é o da mudança, inovação, descoberta, criatividade. Consequentemente mais do que me preocupar com o que foi feito, melhor será apurar o que fazer.”

No galarim da CNIS estão agora estes quatro dirigentes que foram distinguidos pelo Presidente da República em nome do Estado Português. Todos, sem excepção, seriam capazes de trocar as comendas, as homenagens, as medalhas e o reconhecimento público por um pouco mais de solidariedade para todos os outros.
Por isso, o padre Lino Maia, Presidente da CNIS, em nome da Direcção, do Conselho Directivo, das Instituições Portugueses e, no fundo, do sector social solidário felicita-os pelo que são, pelo que deram e vão continuar a dar a esta causa. “As características associadas destes quatro dirigentes nacionais são riquíssimo património sobre o qual se construiu e se consolidou a causa da solidariedade num futuro perpétuo. O mundo dos dirigentes das Instituições de Solidariedade, dos seus colaboradores e de todos quantos beneficiam da sua acção, directa ou indirectamente, sentem-se honrados com as merecidas condecorações dos seus dirigentes nacionais e sentem-se gratos pelo muito que já deles receberam e continuarão a receber. A CNIS conhece e reconhece estes dirigentes. A CNIS é credível na credibilidade destes dirigentes. A CNIS honra-se porque estes dirigentes são seus dirigentes.”

 

Data de introdução: 2007-07-06



















editorial

Compromisso de Cooperação

As quatro organizações representativas do Sector  (União das Mutualidades, União das Misericórdias, Confecoop e CNIS) coordenaram-se entre si. Viram, ouviram e respeitaram. 

Não há inqueritos válidos.

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