PADRE JOSé MAIA

Outubro: mês social

A circunstância de, no mês de outubro, se evocarem o Dia do Idoso (dia 1) e o Dia da erradicação da Pobreza (dia 17), inspirou-me a partilha com os leitores de SOLIDARIEDADE de uma análise social sobre a forma como, no nosso país, estão a decorrer as políticas a favor da população idosa e da pobreza e coesão social!

Nos últimos tempos, e na sequência de novas medidas políticas materializadas em sucessivos sinais de atenção aos idosos, designada e nomeadamente, através de aumentos de pensões e no cuidado com que o Ministro Vieira da Silva tem tratado a revisão da legislação sobre as reformas, será legítimo esperar que o Governo mantenha na sua agenda política a centralidade dos milhões de pessoas idosas a quem é necessário garantir o acesso generalizado aos direitos sociais que a Constituição lhes confere!

No entanto, é bom termos a consciência de que, apesar do muito que se tem feito neste domínio, são ainda imensos os desafios que, tanto o poder político central e local como a sociedade civil, têm pela frente nos próximos anos, de modo a que, ao mesmo tempo que o progresso vai dando mais anos à vida, a solidariedade consiga dar mais vida aos anos!

 

Já em relação ao gravíssimo desafio ético e político que nos coloca a erradicação da pobreza, temos de admitir que há ainda um longo caminho a percorrer! É de bradar aos céus o crime do aumento da pobreza infantil!

Devem preocupar-nos os fortes sintomas de falta de coesão social, de abandono do interior, de predomínio muito desequilibrado entre o poder financeiro e o poder económico e político!

 

Sem uma aposta séria e consistente em políticas de maior coesão social, ao nível do próprio território, das famílias, empresas, serviços públicos de saúde, educação, ambiente e acesso ao princípio de igualdade de oportunidades, seremos considerados cúmplices pela continuação de um país a várias velocidades, incapaz de erradicar a pobreza!

 

Data de introdução: 2017-10-06



















editorial

COOPERAÇÃO E FISCALIZAÇÃO

Estabelece a nossa Constituição o parâmetro normativo aplicável às IPSS, que se traduz, por um lado, no seu direito ao apoio do Estado e, por outro, na sua sujeição à fiscalização estadual.

Não há inqueritos válidos.

opinião

ANTÓNIO JOSÉ DA SILVA

As consequências de um referendo
Não obstante as dúvidas que se levantam muitas vezes quanto à observância de todas as normas que devem regular os referendos, estes são sempre uma das expressões...

opinião

MANUELA MENDONÇA, PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL DA CNIS

Até sempre!
Decorridos pouco mais de 12 anos sobre a minha primeira participação na Direcção da CNIS, posição seguida de outros lugares de menor relevo e que culminou com dois...