PADRE LINO MAIA

Candidato a mais um mandato na direção da CNIS

“Bem-vindos à vossa casa.” Foi com este cumprimento que o presidente da CNIS deu início à primeira reunião dos elementos dos orgãos sociais da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade na nova sede da CNIS, no Porto. Estiveram presentes 13 dos 17 representantes a que se juntaram todos os assessores.

Para além da visita obrigatória às novas instalações da Rua da Reboleira, no centro histórico da cidade, o encontro serviu para um anúncio que já se ia adivinhando, mas carecia de confirmação formal. O padre Lino Maia informou a equipa, com quem trabalhou nestes últimos anos, que vai encabeçar uma lista de recandidatura a mais quatro anos à frente dos desígnios da CNIS.

“Nas últimas eleições disse que seria o derradeiro mandato. Era o que eu pretendia. Até hoje, não queria recandidatar-me porque não há pessoas providenciais. E eu muito menos. Verifico que neste momento há uma comunhão efetiva e não nos podemos negar a servir. E eu também não.” Lino Maia, na introdução, explicou que o clima de serenidade em que vive a CNIS, e em que vai decorrer o próximo ato eleitoral, já marcado para 31 de Janeiro de 2015, permite que se apresente a liderar uma lista de consenso, pondo fim a uma rivalidade Porto-Lisboa que se exprimiu em anteriores candidaturas. Com efeito, tudo indica que o rol de nomes que vai preparar inclua elementos afetos à União das Instituições Particulares de Solidariedade Social de Lisboa.

O presidente da CNIS revelou também que têm sido muitos os apelos que recebe por parte dos representantes do governo, dos partidos da oposição, da Igreja e, sobretudo, dos dirigentes das associadas e da CNIS, para que prossiga o trabalho de credibilização e afirmação da Confederação nestes tempos difíceis.

“Esta não é uma reunião de despedida. Bem pelo contrário. Quero agradecer-vos o bom desempenho da CNIS e dizer-vos que são uma excelente equipa com quem dá gosto trabalhar. Naturalmente, haverá escolhas para a lista institucional que implica algumas mexidas.” O anúncio do padre Lino Maia mereceu o aplauso geral dos elementos de todos os orgãos sociais, algumas referências elogiosas à liderança tranquila da CNIS e a constatação de que a Confederação goza hoje de um prestígio e de uma importância sem paralelo na sua história de mais de trinta anos. A reação à volta da mesa foi unânime, na satisfação pela decisão de Lino Maia e também na disponibilidade total para todas as opções que o líder da CNIS entenda fazer. Por vários vezes se ouviu: “Independentemente do sítio onde estivermos vamos continuar a ser muito importantes.”

Em quase todas as recentes cerimónias públicas em que o padre Lino Maia esteve presente era ouvido o clamor da necessidade de recandidatura. Na inauguração da sede, o secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, Agostinho Branquinho, referia que “a ajuda que o padre Lino Maia tem dado tem sido preciosa. Não posso deixar de agradecer pessoalmente, mas também tenho que falar no plano institucional. Estamos num momento de viragem e, em muitas coisas, o nosso país não pode voltar para trás, o que seria uma tragédia para o País, mas uma tragédia maior para os que têm problemas sociais e económicos. Não quero imiscuir-me na vida interna de quem são os meus parceiros, mas como português, cidadão e governante, não posso deixar de dizer uma coisa que para mim é muito óbvia: Sendo a CNIS tão importante, neste processo de mudança que estamos a operar, e tendo a CNIS um papel tão importante nesse processo, era desejável que se mantivesse neste rumo. E era desejável que alguém, que granjeou o respeito intelectual, como dirigente daquela que é a maior Confederação de instituições do Setor Social e Solidário, continuasse a aprofundar o trabalho feito. É importante, neste momento, não voltarmos para trás. É nestas alturas que temos que pedir aos melhores de entre nós que continuem a ajudar a consolidar uma obra que é coletiva. Sendo estes ou outros os governantes.”

Na mesma cerimónia o Bispo do Porto, D. Francisco dos Santos, era ainda mais explícito: “Ao padre Lino Maia quero manifestar-lhe a alegria que tenho sentido nas pessoas que consigo trabalham, manifestando o desejo de que possa continuar a liderar a CNIS. Sabe do apoio do seu Bispo e que, nesta comunhão de sentimentos, sabe que, através de si e do seu trabalho, é também a Diocese do Porto que está a servir a grande causa de estar atenta aos mais pobres e mais necessitados, aqueles que sentem as portas das instituições abertas e sentem também o coração daqueles que lá trabalham.”

O padre Lino Maia acaba de responder afirmativamente.

 

DATAS IMPORTANTES

 

Para além da data das eleições, a 31 de Janeiro de 2015, a reunião dos corpos sociais da CNIS serviu ainda para adiantar a data de 16 de Dezembro para a assinatura de um Compromisso da Cooperação do Setor Solidário que o presidente da CNIS rotulou como “momento histórico” porque vai suceder aos protocolos de cooperação que eram assinados com o Ministério da Solidariedade e Segurança Social. “É um compromisso de dois anos com a Solidariedade e Segurança Social, mas também com a Saúde e Educação, em que são definidas metas e programas para este setor. É o fruto de um trabalho conjunto com o contributo da direção da CNIS. É um momento histórico. Sabemos o que diz o Compromisso e sabemos o que vamos assinar”.

No dia anterior, 15 de Dezembro, os orgãos sociais da CNIS, assessores, funcionários e colaboradores vão participar no habitual almoço da Natal que está marcado para Baião no típico restaurante “Tasquinha do fumo”.

 

Data de introdução: 2014-12-08



















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