Acabaram as listas, recomeça o trabalho, pois há muito a fazer e o País, agora mais que nunca, precisa das suas IPSS, com representação social e institucional assegurada pela CNIS, a nível nacional, e das suas Uniões Distritais, a nível distrital/regional! O abraço entre os dois candidatos e a sua presença na mesma mesa no acto de tomada de posse dos novos Órgãos Sociais, em clima de unidade, retomou uma tradição que deverá ficar para o futuro, como uma expressão da UNIDADE NA DIVERSIDADE!
Enquanto decorria a lenta votação dos congressistas em Fátima, o gabinete do primeiro-ministro José Sócrates estava em contacto com um colaborador presente do Centro Pastoral Paulo VI para decidir se o chefe do governo comparecia ou não na cerimónia de encerramento do IV Congresso da CNIS. O acaso que forneceu esta informação foi inspirador para esta crónica. O líder do executivo fazia depender a deslocação de três factores: da hora a que terminaria o processo de escolha da equipa directiva da CNIS; do número de pessoas que ficariam para assistir à cerimónia; e da comparência da comunicação social.
Como escrevia o célebre Bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes – o Bispo da Liberdade -, nas Cartas ao Papa, “se … no nosso testemunho e na nossa acção (de bispos) houvéssemos de pensar sempre no que pode dividir, nada ou muito pouco de útil poderíamos dizer ou fazer.” É bem verdade: dividir não é reduzir. É multiplicar.
Ocorreu no passado dia 20 de Fevereiro o DIA INTERNACIONAL DA JUSTIÇA SOCIAL. É verdade! A grande comunicação social não falou disso e um Dia que evoca a JUSTIÇA SOCIAL, nos tempos que correm, deveria abrir todos os telejornais e ficar estampado nas primeiras páginas de tudo quanto é jornal!
Na altura de prestar contas ao fisco vieram-me à memória uma série de lembretes de instituições, recebidos no e-mail, a dar conta da possibilidade de doar 0,5% do meu IRS liquidado para uma instituição de solidariedade social. É uma daquelas ideias simples que dá crédito político aos titulares da pasta das finanças de um qualquer governo. E, confesso, agrada-me a oportunidade de direccionar parte dos meus impostos para uma finalidade visível e solidária, ao contrário do que acontece com o resto, que nem sei nem para onde vai nem para que serve.
Pessoa amiga contou-me há dias que, na sua aldeia, alguns idosos residentes em lugares mais inacessíveis se encontram há vários meses sem receber os vales de correio com a reforma. Pelo que me foi dito, os carteiros do concelho receberam instruções precisas da chefe dos correios para não entregarem nas moradas respectivas a correspondência que não contivesse o endereço completamente preenchido, com o nome da rua e o número de polícia, ornamentos com que a autarquia brindou os fregueses durante o ano passado. Nesses casos, deveriam devolvê-los à procedência.
Agora, mais que nunca, temos de ser uns para os outros, exigindo do Estado que assuma os deveres correspondentes aos direitos sociais contemplados na Constituição da República, na expectativa de que o bom povo vá estando atento e resolvendo por solidariedade o que cada concidadão é devido por imperativo ético e humanista!
Passados quase trinta e cinco anos do 25 de Abril, apesar de integrado na Europa do desenvolvimento social, Portugal tem visto os seus níveis de pobreza e de exclusão social aumentarem dramaticamente. Adicionalmente, a actual crise económica veio agudizar a depressão do país e o nosso equilíbrio social parecem perdido para sempre! É neste contexto que as IPSS podem e devem contribuir para a construção de uma sociedade melhor e mais justa.
CARTA ABERTA AO PM, MIN. DO TRABALHO E DA SOL. SOCIAL E MIN. DA EDUCAÇÃO
É no exercício do direito à manifestação que somos levados a escrever estas notas pois é tempo de acabar com processos discriminatórios e que a sabedoria popular diz ser a política de “dois pesos e duas medidas”.
Andam no ar ondas de preocupação e incerteza sobre a forma como o designado “terceiro sector” tem vindo a ser interpretado nos últimos anos, por Governos de diferentes partidos, que, através de normativos e práticas cada vez mais invasivos da Identidade e Autonomia das Organizações, que dão pelo nome atípico de terceiro sector, estão a descaracterizar, designadamente, as IPSS (...)