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Editorial

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Novos caminhos da Solidariedade

Na certeza de que com o curso dos tempos outros desafios são endereçados, “Novos Caminhos da Solidariedade” será o lema do próximo Congresso da CNIS, que vai decorrer no final deste mês de Janeiro.
Assim se espera uma reflexão sobre os novos caminhos da Solidariedade, na Solidariedade e para a Solidariedade.
Novos caminhos com direcções e rumos poderão ser rasgados.
Sulcar-se-ão caminhos novos, assim se antevê, porque há originalidades na conjuntura e perspectivam-se novidades nas sendas.
Certamente será uma postura de leitura partilhada e ampla, assumida pelas Instituições que têm vindo a dar corpo e causas a um sector que se redimensiona.

A Solidariedade em tempo de crise

Inevitavelmente, a crise também afectará o sector da economia social solidária. Também aqui se imporão alguns devotamentos já que são ingentes os desafios. Como sempre, quantos se dedicam à solidariedade não deixarão de abraçar os novos desafios com ousadia, talento e arte.
Para que sobrevenha uma aurora de renovada esperança. Para as pessoas que são a sua razão e o seu único fim.

Pobreza e Segurança

Pobreza, marginalidade e delinquência são conceitos e realidades que a sociedade maioritária tem vindo a associar. Certamente por mentalidade, mas também por comodismo.
Se marginalidade e delinquência muitas vezes se irmanam, não é menos verdade que, historicamente, elas estão longe de traduzirem uma acção contígua. (...)

Lares de idosos

Cerca de cinquenta mil idosos vivem em oitocentos lares de Instituições de Solidariedade, cinco vezes mais do que aqueles que estão em lares lucrativos ou do Estado (Segurança Social). Entretanto, pelo menos cerca de treze mil esperam por uma vaga.
Segundo um estudo encomendado pela CNIS, os custos médios da frequência nos lares de idosos, no final de 2006, oscilavam entre os 691,84 € (idosos autónomos) e os 886,28 € (idosos dependentes), comparticipando o Estado, então, com 320,32 € e 487,34 €, para a primeira e segunda situação, respectivamente.

Prioridade à Educação

O tema da educação vem sendo manchete. Nem sempre pelas melhores razões e algumas vezes exactamente pela sua falta. E muitas vezes quando se fala de educação logo se pensa na aquisição de conhecimentos, no ensino e, portanto, na escola. E, sobretudo, na escola pública.
O Estado vinha sendo acusado de gastos desproporcionados com a escola pública, numa espiral experimentalista, com inconsequentes experiências a que não era dado o necessário tempo para uma correcta aferição da sua validade. Os resultados eram manifestamente insatisfatórios. (...)

Como iguais ou com diferentes?

Atentas, experimentadas e como sempre interventoras na defesa dos interesses das crianças e jovens que há décadas apoiam e enquadram numa intervenção qualificada e por todos reconhecida, as organizações subscritoras do Protocolo que integram os Centros de Recurso para a Inclusão tudo farão para minimizar eventuais efeitos negativos resultantes do impacto criado por esta medida.
A Humanitas é a nossa esperança!...

EDITORIAL

Cooperação em tempos de crise

Finalmente, parece chegada a hora das Instituições de Solidariedade. Grande actividade e alguma sedução. A crise foi um detonador: ergueram-se os apelos e as Instituições de Solidariedade estão a corresponder com agilidade e prontidão.
O Sector da Economia Social Solidária já é responsável no país por cerca de duzentos e cinquenta mil postos de trabalho. O futuro próximo permite antever um significativo reforço empregador. E mais do que isso: o futuro, que já é presente, ajudará a ver que a colectivização não resolve e o mercado não é o “deus da solução universal e definitiva”.
Para haver futuro, às pessoas compete assumir o presente.

Para envelhecer com um sorriso de sonho

Pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social foi anunciada em Bragança uma medida de apoio à fixação dos idosos nas respectivas residências. Essa iniciativa prevê apoios à recuperação da própria morada para favorecer a auto estima e o gosto pela permanência na casa onde sempre se tinha vivido. Contando essa iniciativa com o envolvimento das autarquias e com a inestimável capacidade das Instituições de Solidariedade, alguns idosos poderão passar com agrado os seus dias nos espaços que ergueram, que à sua maneira modelaram e a que afectivamente se devotaram.
É uma medida com inegável alcance.

Ano Europeu do Diálogo Intercultural

O “ano europeu para o Diálogo Intercultural” é uma oportunidade e um desafio que nenhum de nós pode ignorar. Nem a comunidade nacional, que algo tem dado à Europa e muito dela tem recebido, nem, muito particularmente, quantos com entusiasmo e competência se dedicam à actividade social solidária.
Para a CNIS e para as Instituições de Solidariedade, o “ano europeu do Diálogo Intercultural” pode e deve ser uma oportunidade de se “fazerem ao largo” para ver e ouvir o que pessoas e instituições de outras culturas em outras comunidades fazem.

Por onde anda a cooperação?

Estão a multiplicar-se as manifestações de descontentamento em muitas Instituições Particulares de Solidariedade Social:
As comissões de acompanhamento e avaliação dos Acordos de Cooperação, na sua grande maioria, há muitos meses que não são convocadas, excluindo-se, assim, espaços de encontro e de concertação...

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