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a problemática do alcoolismo no concelho era uma realidade bem conhecida das técnicas do CCT. 
Já para a directora do Serviço Social da ASAS todo o processo de recuperação e reinserção é “como aprender a andar novamente”. “Este vai-vem dos utentes tem muito que ver com o acreditar, e isso demora algum tempo, que é possível mudar de vida, ficar abstinente durante um período longo de tempo, as pessoas olharem para eles de forma diferente, ter um relacionamento de igual para igual com as outras pessoas, mas quando se começa a acreditar que com algum apoio, porque a força para mudar tem que estar neles, é possível a mudança, é como uma bola de neve”, argumenta Maria do Céu Brandão. 
“Por causa da droga a minha vida começou a descambar”, começa por contar Domingos Claro, que durante oito anos foi proprietário de uma Padaria/Pastelaria, que vendeu por causa da droga, mergulhando de seguida na heroína e na cocaína até que… “a mulher me pôs fora de casa”, recorda, ao mesmo tempo que confidencia: “Foi um período muito difícil para os meus filhos, que até tiveram que andar no psicólogo”. Depois de dois tratamentos e uma recaída e um grave acidente de viação que o atirou para o hospital pelo meio, Domingos está limpo há três anos, mas: “Estou em recuperação todos os dias. O problema está comigo e estar na ASAS lembra-me que tenho que lutar contra isso todos os dias”.
apenas dois dos problemas de saúde que o afectam e impedem de encontrar um trabalho permanente, depois de vários trabalhos temporários. Também para este natural de Ribeirão, mas a residir na Trofa, o papel da família foi fundamental para deixar o vício. “A minha mulher sentia-se muito mal e os meus filhos também, porque eu quando bebia perdia as estribeiras”, confessa, sustentando que a sua vida “mudou muito” desde que não bebe: “Estava sempre no café, não me interessava a família e andava sempre metido em zaragatas. Agora não e passo muito mais tempo com a família”. Para José, que foi reduzindo o consumo até à abstinência, “estar ocupado é muito importante para não ir para o café” e, nesse capítulo, o projecto é óptimo: “É um grupo muito unido, os outros ajudam-me muito e a Dra. Natércia é muito compreensiva”. | CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - ABRIL 2013 CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - MARÇO DE 2013 CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - FEVEREIRO 2013 CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - JANEIRO 2013 CARTA ÀS INSTITUIÇÕES-DEZEMBRO 2012 | Sinais para o Mundo Formação - Acção nas IPSS Cantinas Sociais O Estado Social Orçamento de Estado para 2013 |
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| Poder e insegurança - por A. J. Silva A guerra do Iraque e João Paulo II - por A. J. Silva Um país à mercê dos traficantes? por A.J. Silva O mesmo conflito, novos contornos - por A.J. Silva A estratégia do orgulho patriótico- por A. J. Silva | A.I.T.I. ERVEDOSA DO DOURO APURO, PORTO A VOZ DO OPERÁRIO, LISBOA CASCI, ÍLHAVO CENTRO SOCIAL DO CANDAL-MARCO |
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O Visto Familiar O Programa do Governo apresentado pela actual maioria na Assembleia da República, após as últimas eleições legislativas, incluía uma medida inédita, a que chamou o “visto familiar”. Segundo o Programa – que, recorde-se, foi então aprovado no Parlamento, constituindo, de alguma sorte, o título de legitimação das políticas desde então prosseguidas -, “qualquer iniciativa que seja aprovada em Conselho de Ministros requer a prévia aposição do “visto familiar”, ou seja, uma avaliação quanto ao impacto que tem sobre a vida familiar e o estímulo à natalidade.” O texto do Programa de Governo, que constitui o ponto de encontro dos projectos do PSD e do CDS para nos regerem durante os 4,5 anos da legislatura, baseava a introdução dessa medida no Programa no entendimento comum de “que as preocupações das famílias são transversais e estão presentes em todas as áreas da governação.” Ora, o que é o “visto”, para que serve, que função tem? As IPSS, como sabemos, todos os anos enviam para os serviços da Segurança Social os seus Orçamentos, em Dezembro, e as respectivas Contas, em Abril de cada ano, para verificação da regularidade e do rigor dos lançamentos dos valores recebidos por acordos de cooperação, como se encontra estabelecido na lei. A tais documentos, a Segurança Social apõe o “visto”, como que a significar que nada há de irregular que se lhes aponte. |
A democracia estará doente? A recente evocação do dia 25 de Abril veio confrontar-nos com um conjunto de sinais premonitórios de uma democracia que se tem afastado das garantias de liberdade, progresso e bem estar social, consubstanciados nos 3 DDD (descolonização, democracia, desenvolvimento).Como se já não bastasse a austeridade que a troika nos carregou aos ombros, que tem vindo a destruir empregos, pisar direitos sociais, lançar em situações de extrema pobreza centenas de milhares de famílias, começam a emergir sintomas de conflitualidade entre Órgãos de Soberania, entre Sindicatos e Governo, entre forças partidárias e movimentos sociais que dão sinais de pretenderem uma intervenção cívica mais atuante e organizada no resgate da “democracia” à “partidocracia”. Onde nos levará esta “espiral de agressividade” na forma de vivermos a nossa convivência democrática que, por um lado, terá de ver acautelados todos os nossos direitos e acolhidos os nossos anseios e clamores por mais justiça social, e, por outro, não poderá enveredar por comportamentos que começam a tipificar indícios de anarquia e insensatez na forma de nos relacionarmos numa sociedade democrática? Parecemos uma sociedade com papéis trocados: o governo questiona as competências do tribunal constitucional; o Tribunal Constitucional considera suas competências zelar pelo cumprimento da Constituição, indo ao ponto de fazer alterar um orçamento de Estado. Alguns sindicatos pedem, em direto, a demissão do Governo e, a seguir, do Presidente da República. |
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