(6170 Membros inscritos)
E-Mail:  
Password:
 
Se ainda não está registado clique aqui.
 » CNIS
Instituições de solidariedade querem que combate à fome seja desígnio nacional

Assumir o “combate à fome em Portugal como um desígnio nacional” é um dos temas que instituições de solidariedade social vão debater  com o ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Vieira da Silva, numa reunião em Lisboa marcada para 27 de Maio.

A informação foi dada  pelo padre Lino Maia, presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), para quem a luta contra a pobreza deve ser encarada como “um desígnio nacional, com um combate sério e profundo”.

“Numa altura em que os preços dos bens de primeira necessidade vão subindo em flecha e em que as bolsas de pobreza vão aumentando, sobretudo nas grandes cidades, é importante assumir o combate à pobreza como um desígnio nacional, bem como saber o que cada instituição no terreno pode e deve fazer por esse combate”, defendeu.

Referiu que “apesar de a reunião de hoje ser um encontro preparatório sobre o Pacto de Cooperação e Solidariedade”, há necessidade de encontrar “convergências no sector da economia social, que tem sido um pouco esquecido”.

Redefinir comparticipação do Estado

Os cuidados de saúde continuados, farmácias e Actividades de Tempos Livres (ATL) são, segundo Lino Maia, actividades que “deviam ser reguladas ao nível do pacto”.

A necessidade de “redefinir” o modelo de comparticipação estatal às Instituições Privadas de Solidariedade Social (IPSS) é outro dos assuntos que a CNIS e a União das Misericórdias vão levar para a reunião de hoje com Vieira da Silva, referiu ainda.

Manuel Lemos, presidente da União das Misericórdias Portuguesas (UMP), disse à Lusa que é “urgente” que o estado “redefina o modelo de comparticipações, sob pena de as IPSS entrarem em colapso”.

“A última versão do protocolo de cooperação, no qual se inserem as comparticipações, data de 2006 e as Misericórdias e outras IPSS estão a ser comparticipadas com base numa taxa de inflação de 3,1 por cento, reportada a esse ano quando a inflação actual é muito superior”, disse.

Inflação específica de 5,6 por cento em 2007

Acrescentou que a UMP realizou um estudo que incidiu sobre o aumento de preço de bens de primeira necessidade para as misericórdias, nomeadamente alimentares, e que concluiu que “a taxa real de inflação das Misericórdias em 2007 foi de 5,6 por cento e não de 2,5 por cento”.

“É com base nesse estudo que já foi entregue no Ministério que as Misericórdias vão reclamar um aumento das comparticipações do Estado”, sublinhou.

A Lusa tentou obter uma reacção do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, o que não foi possível de momento.

Além de Manuel Lemos, pela UMP, e de Eugénio Fonseca, presidente adjunto da CNIS e presidente da Cáritas Portuguesa, vão também estar presentes na reunião representantes da direcção da União das Mutualidades.

* Com Lusa


Data: 2008-05-27
CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - MARÇO DE 2014
CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - FEVEREIRO 2014
CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - JANEIRO DE 2014
CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - NOVEMBRO DE 2013
CARTA ÀS INSTITUIÇÕES - OUTUBRO DE 2013
 Um Estado Melhor
Contra o desperdício alimentar
A alegria do Evangelho
Orçamento de Estado para 2014
Cuidados Paliativos
 
O Kosovo e a Crimeia, por A.J.Silva
Ucrânia: o fantasma da “guerra fria”, por A.J.Silva
A Ucrânia, a Europa e a Rússia, por A.J.Silva
Tempestades no Pacífico, por A.J. Silva
Quem ganhou ou quem perdeu - por A.J.Silva
 ACADEMIA CULTURAL E SOCIAL DE MACEIRA, LEIRIA
CENTRO SOCIAL DA FREGUESIA DE FAMALICÃO, NAZARÉ
ASSOPS – ASSOCIAÇÃO PASSOS DE SILGUEIROS, VISEU
CENTRO DE DIA DE SENDIM, TABUAÇO
CENTRO DE SOLIDARIEDADE E CULTURA DE PENICHE
 
25 de Abril – 40 anos
Para as pessoas da minha geração, a simples evocação do mês de Abril faz vibrar algumas das invisíveis – mas sensíveis - cordas que, todavia, trazemos dentro do peito, do lado do coração.
Creio que para isso concorrem duas razões: a primeira, porque o 25 de Abril representou, de facto, uma nova forma de respirar, livre e alvoroçada, cortando com o país cinzento, ensimesmado e bisonho que era o nosso antes desse dia inicial; a outra, porque quem tinha em Abril de 1974 cerca de vinte ou vinte e poucos anos pôde juntar a esperança dessa renovação do seu País com os sonhos e a ousadia que marcam sempre os tempos da juventude.
Em Abril de 1974 tudo era possível … Ou parecia …
O futuro estava ao alcance da mão.
Claro que a festa não podia durar sempre, nem era bom que durasse.
A euforia que normalmente segue as revoluções, os poderes que muitas vezes os revolucionários atribuem a si próprios, sem controlo e sem freio, a deriva febril das vanguardas, com frequência fazem descambar revoltas ou revoluções em si virtuosas e desejadas para comportamentos arbitrários ou novas ditaduras. (...)
  "Estruturação"
Há já várias semanas que não se fala de outra coisa! E então agora que o manifesto se está a transformar em “petição” à Assembleia da República, com crescentes e influentes apoios, incluindo de altas patentes das forças armadas, nacionais.
Apesar de não pretender alinhar nesta “cruzada” e, muito menos, não querer, direta ou indiretamente, envolver o SOLIDARIEDADE neste debate, atrevo-me, no entanto, a deixar à consideração dos leitores algumas passagens da exortação do Papa Francisco “ Evangelii Gaudium”, a saber: “…não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado. O crescimento equitativo …requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição dos rendimentos, para a criação de oportunidades de trabalho, para uma promoção integral dos pobres que supere o mero assistencialismo”.
 
 
Para receber a nossa newsletter crie o seu registo aqui.
Até que ponto a crise económica e social vai afectar as IPSS?