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 » JOSÉ JOAQUIM PAINHO ASSUME SEGUNDO MANDATO NA UDIPSS DE SANTARÉM
Santarém tem boa cobertura de instituições de solidariedade
Os novos órgãos sociais da UDIPSS – Santarém para o triénio 2007-2009 foram eleitos a 24 de Março passado, num acto eleitoral ao qual apenas se apresentou uma lista candidata, subscrita por 22 instituições de solidariedade do distrito. José Joaquim Painho de Almeida e Silva voltou a ser reeleito presidente da respectiva União, em conjunto com a maioria dos membros da antiga direcção.
José Joaquim Painho, natural do Alentejo, dedica-se à causa social há mais de 45 anos, sendo um dos fundadores da União das IPSS na década de 80, que posteriormente viria a tornar-se na CNIS. Inspector judicial aposentado, com formação no campo jurídico, a sua profissão permitiu-lhe, como ele próprio gosta de salientar “estabelecer um contacto próximo com as instituições particulares de solidariedade social, não só do continente como também das ilhas”.
Presentemente, a União Distrital de Santarém tem 145 instituições filiadas, que, sendo todas do mesmo distrito, correspondem a cinco dioceses (Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre/Castelo Branco e Santarém). A sede da União funciona em instalações alugadas na Praceta Capitão Varela Gomes, em Santarém.


SOLIDARIEDADE – Foi reeleito há pouco mais de um mês, numas eleições caracterizadas por uma lista única, apresentada por 22 instituições do distrito. Foi um convite da sua direcção às instituições para que participassem na lista?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- Nós não quisemos uma lista puramente institucional. Uma das nossas exigências foi a de que a lista candidata incluísse 22 instituições do distrito, o que faz com que tenhamos sido indicados por essas instituições. Foi uma maneira de integrá-las na UDIPSS.

SOLIDARIEDADE – Um total de 145 filiadas num universo de 150 instituições. Um número que o deixa certamente satisfeito.
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- As outras cinco instituições dizem respeito a IPSS muito pequenas e que não têm interesse em filiar-se porque ficam obrigadas ao pagamento de quotas. Essa quantia significa para elas mais um encargo sendo que, por outro lado, já recebem todas as comunicações que a CNIS manda, de maneira a que consideram que não têm necessidade de se filiar na União, mas vamos voltar a falar com elas…

SOLIDARIEDADE – Já que mencionou a CNIS, como classifica o relacionamento da Confederação com a UDIPSS de Santarém?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- O melhor possível. Trabalhamos em conjunto, o que não poderia ser de outra maneira. Já no mandato anterior estabelecemos como critério o de sermos uma espécie de correia de transmissão das normas, dos desejos e dos planos da própria CNIS e isso tem sido cumprido. Trabalhamos igualmente muito com as autarquias, o que não significa que estejamos a pedir esmola, mas sim que apostamos numa capacidade de diálogo permanente que se estende igualmente ao Governo Civil, independentemente do Governador que lá esteja, e ao Centro Regional de Segurança Social.

SOLIDARIEDADE – Com tão grande adesão de instituições, o relacionamento com a União deverá ser muito próximo.
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- A União é que está em contacto permanente com as instituições e com a realidade do distrito e, o facto de termos chamado para ocupar o lugar de suplentes 22 instituições, serve para alargarmos o leque de IPSS interessadas na gestão da União. Temos um atendimento diário às IPSS, às quais fornecemos apoio jurídico, logístico, contabilístico e também de informação. Fazemos reuniões periódicas em vários concelhos para que as mesmas se sintam sempre próximas da União.

SOLIDARIEDADE – Sendo Santarém uma cidade muito próxima da grande Lisboa, revê também aqui os grandes males de que enfermam as grandes cidades?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- Os meios já grandes e que estão pertos de um meio ainda maior sofrem de um mal que é o de absorver tudo o que as grandes cidades têm de negativo sem, no entanto, captar as qualidades das mesmas, em termos de oportunidades. Santarém é exemplo disso.

SOLIDARIEDADE – Como é que traça o panorama social do distrito de Santarém?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- O distrito de Santarém atravessa uma período de crise, com níveis elevados de desemprego, originados pelo fecho de fábricas e empresas que empregavam muitas pessoas. Em termos de agricultura, também já não há grandes hipóteses de trabalho. Em termos sociais, aqui existem todos os problemas associados aos grandes meios urbanos: muitos assaltos, delinquência nas camadas jovens, toxicodependência, abandono precoce dos estudos, necessidade de apoio à terceira idade etc.

SOLIDARIEDADE – E qual é o papel das IPSS nessa realidade?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- A maioria das instituições de Santarém, sem querer precisar números, está ligada à terceira idade e ao apoio ao idoso, quer seja com centros de dia ou apoio domiciliário. Neste aspecto a rede está muito bem implantada.

SOLIDARIEDADE –Em relação aos outros problemas que referiu, julga ser necessário maior cobertura social, talvez com a criação de mais instituições de solidariedade?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- Quantas mais melhor porque as IPSS favorecem os pequenos meios. Mas a implantação de uma instituição depende acima de tudo da vontade das populações e estas, normalmente, já têm relativamente perto um sistema de apoio, não existindo grande espaço para surgir mais instituições. Em relação à situação de outros distritos do país, julgo que Santarém está muito bem coberto em termos de instituições de solidariedade. Por exemplo, temos uma IPSS que serve mais de 700 utentes, com uma abrangência de acção já muito disseminada.

SOLIDARIEDADE – Que projectos e áreas de intervenção são prioridades para este seu mandato?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- Queremos apostar muito na inclusão e continuamos a pretender ser um canal de ligação entre a CNIS e as filiadas.

SOLIDARIEDADE – E ao nível da formação como é que caracteriza o estado actual dos recursos humanos nas IPSS de Santarém?
JOSÉ JOAQUIM PAINHO
- Já no outro mandato fizemos e vamos continuar a fazer cursos de formação, pois é uma das áreas que nos preocupa mais. Não nos circunscrevemos aos cursos promovidos pela CNIS e temos também um acordo com o Centro de Emprego e Formação Profissional que nos presta apoio na área da formação. Em 2006, fomos das Uniões do país que mais formação proporcionou aos seus colaboradores e às instituições filiadas, porque este um aspecto absolutamente essencial.

Data: 2007-05-04
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25 de Abril – 40 anos
Para as pessoas da minha geração, a simples evocação do mês de Abril faz vibrar algumas das invisíveis – mas sensíveis - cordas que, todavia, trazemos dentro do peito, do lado do coração.
Creio que para isso concorrem duas razões: a primeira, porque o 25 de Abril representou, de facto, uma nova forma de respirar, livre e alvoroçada, cortando com o país cinzento, ensimesmado e bisonho que era o nosso antes desse dia inicial; a outra, porque quem tinha em Abril de 1974 cerca de vinte ou vinte e poucos anos pôde juntar a esperança dessa renovação do seu País com os sonhos e a ousadia que marcam sempre os tempos da juventude.
Em Abril de 1974 tudo era possível … Ou parecia …
O futuro estava ao alcance da mão.
Claro que a festa não podia durar sempre, nem era bom que durasse.
A euforia que normalmente segue as revoluções, os poderes que muitas vezes os revolucionários atribuem a si próprios, sem controlo e sem freio, a deriva febril das vanguardas, com frequência fazem descambar revoltas ou revoluções em si virtuosas e desejadas para comportamentos arbitrários ou novas ditaduras. (...)
  "Estruturação"
Há já várias semanas que não se fala de outra coisa! E então agora que o manifesto se está a transformar em “petição” à Assembleia da República, com crescentes e influentes apoios, incluindo de altas patentes das forças armadas, nacionais.
Apesar de não pretender alinhar nesta “cruzada” e, muito menos, não querer, direta ou indiretamente, envolver o SOLIDARIEDADE neste debate, atrevo-me, no entanto, a deixar à consideração dos leitores algumas passagens da exortação do Papa Francisco “ Evangelii Gaudium”, a saber: “…não podemos mais confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado. O crescimento equitativo …requer decisões, programas, mecanismos e processos especificamente orientados para uma melhor distribuição dos rendimentos, para a criação de oportunidades de trabalho, para uma promoção integral dos pobres que supere o mero assistencialismo”.
 
 
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